Mairí, Belém, 1984
Vive e trabalha em Campinas, São Paulo
Moara Tupinambá é artista visual, curadora, designer, ilustradora, comunicadora e ativista indígena da Nação Tupinambá. Membra da Aldeia Tucumã Tupinambá, tem ancestralidade na região do baixo Tapajós.
Sua produção investiga memória, identidade, ancestralidade e resistência indígena, utilizando múltiplas linguagens – como desenho, pintura, colagem, instalação, fotografia, vídeo e literatura – a partir de uma perspectiva anticolonial. Moara apropria-se de linguagens ocidentais para descolonizá-las e dar visibilidade às cosmologias e espiritualidades dos povos originários.
Desde 2016, desenvolve a série “Mirasáwa” (povo, em nheengatu), que celebra a sabedoria e a força feminina indígena por meio de colagens e pinturas que retratam curandeiras, benzedeiras, parteiras e lideranças. Sua obra reflete sobre a presença indígena nas cidades e os apagamentos históricos provocados pela colonização.
Moara é integrante do coletivo de mulheres artistas paraenses MAR e vice-presidente da associação multiétnica Wyka Kwara. Participou de exposições e residências como o MAM Rio (2021), a Bienal “Nirin” de Sidney (2019), e foi premiada no 67º Salão Paranaense (MAC-PR) e no Instituto Tomie Ohtake – Edição Mulheres (2022).
Em 2024, lançou o livro “O sonho da Buya-wasú” (Editora Miolo Mole). Sua poética reafirma a força dos povos originários e das mulheres indígenas, articulando passado e presente em uma arte que resiste, reexiste e projeta futuros descoloniais.