A Persistência da Forma (BH)

Almandrade, Amilcar de Castro, Ana Holck, Antonio Bokel, Bruno Cançado, César Machado, Desali, Eduardo Coimbra, Elisa Arruda, Estela Sokol, Etel Carmona, Jomar Bragrança, José Luiz Pederneiras, Jorge dos Anjos, Juliana Vasconcellos, Maria Helena Andrés, Randolpho Lamonier, Ricardo Homen, Rodrigo Sassi e Túlio Pinto.
13 de setembro a 11 de outubro de 2025

Você está em um Gabinete de Curiosidades. Aqui nos apropriamos do antigo modo de expor em palácios e em ambientes de trabalho dos intelectuais de outrora. O objetivo é a convergência e a profusão. Nada é gratuito: nas correlações e nas fricções, estimula-se o debate. É, sobretudo, um exercício de aproximação de artistas e designers brasileiros que possuem certos trabalhos cuja matriz de raciocínio reside no paradigma da forma.

 

Constatam-se aqui virtuosas reverberações das bases intelectuais lançadas pelo Concretismo e o Neoconcretismo nas artes visuais e na literatura no Brasil. Estamos lidando com uma tradição da modernidade. Trata-se do que Vilém Flusser definiu como “considerar as formas não mais como descobertas (aletheiai), nem como ficções, mas como modelos.” Em meio à diversidade proporcionada pelos diferentes autores, encontra-se uma coerência coletiva de questões geométricas, matemáticas e estruturais.

 

Francesco Perrotta-Bosch