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24/06/2015

Exposição de ASCÂNIO MMM na Am Galeria

“Flexos e Quasos” – de 27 de junho a 25 de julho de 2015 – Belo Horizonte/MG

COMEMORAÇÃO DOS 25 ANOS DA GALERIA & INAUGURAÇÃO DA NOVA SEDE

Intuitivo, discreto e metódico: este é Ascânio Maria Martins Monteiro, o Ascânio MMM. Um dos mais respeitados escultores brasileiros, Ascânio é o convidado especial para inaugurar o novo espaço da AM Galeria de Arte no dia 27 de junho, no bairro Serra, em Belo Horizonte.

Com 25 anos no mercado, a AM, criada por Angela Martins, nasceu com o objetivo de expor esculturas de um seleto grupo de artistas convidados por Amilcar de Castro, como Franz Weissmann, Sérgio Camargo, Bruno Giorgi, Sônia Ebling e Ascânio MMM. Único artista vivo do time inicial de escultores da AM, Ascânio retorna à galeria para um reencontro que promete. Após 20 anos sem expor na capital mineira, o escultor lança “Flexos e Quasos”, uma série recente em metal, que amplia a relação do espectador com a obra.

FLEXOS E QUASOS

A série escolhida contempla esculturas de parede e de chão criadas pelo artista nos últimos dez anos, e ainda inéditas em Minas Gerais. Serão apresentadas 12 obras, feitas em 2004, 2007, 2014 e 2015. Todas desenvolvidas em alumínio, sendo que algumas se movimentam ao toque do espectador e outras têm pontos sutis de cor. Para contextualizar a obra e a trajetória do autor, a AM Galeria também vai expor obras das décadas de 70, 80 e 90.

SOBRE ASCANIO MMM

Artista de linguagem abstrata construtiva, Ascânio mantém uma produção de arte desde 1964, como afirma o respeitado crítico e curador de arte Paulo Herkenhoff. “Em quase cinco décadas de produção, Ascânio construiu uma minuciosa obra que lhe garante um lugar histórico na trajetória da abstração geométrica da América Latina”, assegura. O livro “Ascânio MMM: Poética da razão” (2013), de Herkenhoff, recontextualizou a obra do artista situado na Geração MAM, colocando-o em outro patamar na arte contemporânea.

Nascido em Portugal no ano de 1941 e radicado no Rio de Janeiro desde 1959, Ascânio relaciona escultura, arquitetura, matemática e filosofia em sua obra, articulando a estética com o espaço público. Formado em arquitetura, ele atuou na área até 1976, quando passou a se dedicar integralmente à arte.

O autor está presente em importantes coleções públicas e privadas de arte no Brasil e no Exterior e já expôs nas Bienais de São Paulo (1967 e 1979) e Panorama da Arte Brasileira (1970, 1972, 1975 e 1985) entre outras importantes exposições coletivas e individuais.

Sem dúvida alguma, um dos mais importantes escultores atuantes no Brasil e que “cuja obra reúne varias influencias e questões centrais na arte brasileira dos últimos 50 anos”, nas palavras de Lauro Cavalcanti,

A relação entre escultura, arquitetura, matemática e filosofia fixou-se como questão central do seu trabalho durante toda a década de 1970.

Neste período, a partir de um eixo, explorou progressões em torções verticais e horizontais, utilizando módulos de ripas de madeira pintadas de branco.

Na década de 1980, com os relevos e esculturas Fitangulares, interessou-se pela madeira crua, e o branco, a luz e sombra deixaram de ser a questão principal.

Nos anos 1990, a questão das grandes dimensões tornou-se uma preocupação central para Ascânio e as pesquisas com perfis de alumínio se intensificaram. O alumínio tornou-se então a base para a criação de novos trabalhos, sempre utilizando o módulo.

Nos anos 2000, desenvolve os Flexos e Qualas, tramas flexíveis de alumínio e argolas e foram exibidas em exposição individual no MAM RJ em 2008.

Na década 2010, com os Quasos, presentes na exposição, mantem seu interesse pelas possibilidades do alumínio, e passa a inverter a lógica convencional do uso dos parafusos. Estes trabalhos oferecem torções e flexões resultantes da desconstrução da malha geométrica construída, introduzindo a questão da imprevisibilidade nos seus trabalhos. A cor voltou a ser usada mas de forma sutil.

 Veja aqui reportagem no programa AGENDA da Rede Minas.