Nelson Screnci

Nelson Luiz Pereira Screnci (São Paulo SP 1955). Pintor, professor, pesquisador, desenhista. Licencia-se em artes plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado - Faap, em 1982. Leciona educação artística e história da arte desde 1972, ministrando cursos no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP e no Museu Brasileiro da Escultura - MuBE. Em 1988, publica a pesquisa Arte Serial, Semelhanças e Simultaneidade - Estudos de composição visual. Uma vertente na pintura de Nelson Screnci é a apropriação e a releitura de obras consagradas pela história da arte, redefinindo-as numa estética pop e às vezes conceitual, como nota-se na telas O Encontro nos Espelhos, com citação ao pintor espanhol Diego Velázquez (1599 - 1660) e a Tarsila do Amaral (1886 - 1973), de 1996, e Saudades do Brasil, uma releitura de Guignard (1896 - 1962), de 1997. Em 1999, pinta o quadro Os Excluídos, uma releitura da obra Caipira Picando Fumo de Almeida Júnior (1850 - 1899), que é exposta, no ano seguinte, na mostra Almeida Júnior um Artista Revisitado, na Pinacoteca do Estado de São Paulo - Pesp. Em 2003, realiza a mostra individual Florestas das Cores na Galeria Arte Aplicada, São Paulo. Participa das exposições coletivas Mostra Vladimir Herzog 30 Anos, na Estação Pinacoteca, 2005, e Alma de Artista, no Sesc Pompéia, 2006. Suas obras integram acervos de museus e instituições nacionais e estrangeiras como: Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo; Fundação Cásper Líbero, São Paulo; Fundação Alcan, Canadá; Musée du Petit Format, Bélgica; Museum of Internacional Contemporary Art, Noruega; Museum für Völkerkunde, Alemanha, entre outros.

NELSON SCRENCI
São Paulo – SP, 1955

FORMAÇÃO UNIVERSITÁRIA
1982 Licenciatura Plena em Artes Plásticas – Fundação Armando Álvares Penteado FAAP
Leciona Educação Artística e História da Arte desde 1972

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

1982
Exposição de Desenhos em Pastel – Biblioteca Municipal Mário de Andrade

1987

Exposição “Formas e Fôrmas” – Galeria Sesc Paulista

1988

Mostra “Rasgados e Construídos” – Paço das Artes

1989

Exposição “AdverCidades” – Galeria de Arte Blue Life

1990

Mural “Liberdade” – Avenida 23 de Maio, São Paulo

1995

Exposição “Realidade Ilusória” – Ana Cláudia Roso Escritório de Arte

1997

Exposição “Rever” – Ruy Sant’Anna Galeria
1998
Exposição “Paisagens da Memória” – Galeria Múltipla de Arte

2001

Exposição “Eldorado” – Paço das Artes

2002

Exposição “Contraposições” – Galeria Múltipla de Arte

2003

Exposição “Florestas das Cores” – Galeria Arte Aplicada

2006

Exposição “Releituras” – Caixa Cultural

2010

Exposição “Metamorfoses” – Lugar Pantemporâneo

2012

Exposição “Acordes Cromáticos” – AM Galeria Horizonte – Belo Horizonte – MG


EXPOSIÇÕES COLETIVAS

1976 a 2013 
68 Exposições Coletivas

ACERVO PÚBLICO

1987
Fundação Cásper Líbero, São Paulo

1988

Fundação Alcan, Canadá

1989

Musée du Petit Format, Bélgica

1991

Museum of International Contemporary Art, Noruega

1993

Sesc Pinheiros, São Paulo

1995

Estação Júlio Prestes, São Paulo

1996

Fundo de Investimento do Sudameris, São Paulo
Museum of International Contemporary Art, Noruega
2001 Museé du Petit Format, Bélgica
Museum für Völkerkunde Frankfurt, Alemanha
Itaú Cultural, São Paulo
Pinacoteca do Estado, São Paulo

2004

Museé du Petit Format, Bélgica

2006

Museo Ralli, Uruguai

2009

Museu Afro-Brasil, SP
Museu de Arte de São Paulo – MASP, SP

PRÊMIOS

Prêmio U.C.B.E.U. – Pintura – Santos – 1982
Prêmio Pirelli – Pintura – 1983
Prêmio Interações Estéticas – 2011
Residências Artísticas em pontos de Cultura
Ministério da Cultura – FUNARTE

LIVRO PUBLICADO
“Decálogo de um Pintor” – São Paulo: Pantemporâneo, 2010

Nelson Screnci

Frases extraídas de textos críticos

REFERÊNCIAS ARTÍSTICAS

aaIVO ZANINI: (…) Em duas palavras, Screnci realiza cenas de quadros num mesmo quadro.” – Folha de S. Paulo, 10/3/1983

DANIELA BOUSSO: “Percorrer o seu trabalho com o olhar é uma aventura, é permitir-se entrar num jogo de decodificação, identificação e reconhecimento de uma realidade em releitura…” Catálogo Rasgados e Construídos, 3/2/1988

GEÓRGIA LOBACHEFF: “…Por trás da repetição ordenada de elementos, o artista critica aspectos da sociedade de massa, faz comentários pictóricos sobre obras literárias ou retoma procedimentos técnicos da pintura do oitocento.” – Jornal da Tarde, 27/9/1995

RAUL FORBES: “Figurativo; desenhista antes de mais nada, e dos bons; colorista vigoroso, de paleta harmoniosa e ousada; Screnci tem a pintura como verdadeiro ofício…”- Catálogo Mostra do Acervo Sudameris Galleria, 15/4/1997
JORGE COLI: “Screnci é indiferente tanto às ortodoxias modernas quanto às seduções duvidosas de uma qualquer pós-modernidade. ..” Catálogo Rever, 20/11/1997

RENINA KATZ: “Para defender seu projeto artístico e estético Nelson Screnci não adere à moda, o que não significa que seu ideário não seja contemporâneo…”- Catálogo Rever, 20/11/1997
LUIZ DANTAS. “…Os pequenos objetos amorosamente pintados, transfigurados, estão envoltos em afeto.” – Catálogo Paisagens da Memória, 23/11/1998

GUY AMADO: “…O processo de pintar em si, e todas as instâncias nele compreendidas da concepção à prática, o embate com os materiais, o rigor esquemático, o exercício de equilíbrio que domina suas composições e ainda o o seu vasto repertório…” – Catálogo Temporada de Projetos do Paço das Artes,14/2/2001

MARCELO COELHO: “…Ao mesmo tempo, reitera-se o sentido mais profundo da pintura de Almeida Júnior: o daquela resignação solitária que nos acostumamos a ver nas classes baixas – ao estilo de ‘Pedro Pedreiro’ de Chico Buarque.” – Folha de S. Paulo, 22/3/2000

FERNANDO OLIVA: (…) Sua obra dialoga com o construtivismo dos anos 50… ”- Jornal da Tarde, 18/2/2001

OLGÁRIA MATOS:”… Em suas pinturas o tempo não é linear, a História não é progresso…” – Catálogo Contraposições, 23/10/2002

RADHA ABRAMO: “…O artista coloca, na superfície das telas, o poder do sentimento e faz uma dolorosa autocrítica sobre o comportamento social…” – DCI, 3/11/2002

MARIA HIRSZMAN: “Nelson Screnci seduz e provoca o público na exposição que inaugura amanhã…” -O Estado de S. Paulo, 17/10/2003

 

PRÊMIOS

Prêmio U.C.B.E.U. – Pintura – Santos – 1982
Prêmio Pirelli – Pintura – 1983
Prêmio Interações Estéticas – 2011
Residências Artísticas em pontos de Cultura
Ministério da Cultura – FUNARTE

LIVRO PUBLICADO
“Decálogo de um Pintor” – São Paulo: Pantemporâneo, 2010

 

Imagem de Amostra do You Tube

A AM Galeria de Arte tem o prazer de apresentar a exposição individual do pintor paulistano Nelson Screnci na cidade de Belo Horizonte. Acordes Cromáticos traz uma série de pinturas inéditas feitas especialmente para a exposição.

Mais abstrato e colorido. É desta forma que Nelson Screnci, autor da tela 'Metamorfose de Excluído', que faz parte do acervo do Museu de Arte de São Paulo (MASP), descreveas obras da exposição Acordes Cromáticos.

A mostra, que conta com cerca de 30 pinturas de diferentes tamanhos, segundo o artista, é uma reflexão sobre a paisagem urbana e natural, com representação de matas, nuvens, prédios e bibliotecas. As telas fazem referência às formas dos objetos criados pelo homem em contraposição ao desenho circular da natureza. Mas, o que há em comum entre coisas aparentemente tão díspares como prédios, bibliotecas,
nuvens e florestas? O que faz com que imagens retratando coisas tão diferentes pareçam estar falando da mesma coisa? O que as une, enfim?

A resposta para essas perguntas estão ao longo dos quase 35 anos de carreira do artista. Suas inspirações o levaram para esse caminho. Screnci, um estudioso da história da arte é conhecido por sua paixão em fazer releituras das obras que mais
despertam o seu interesse. “Desta maneira, é possível adivinhar nas nuvens um pouco dos céus de Post e Guignard; nas bibliotecas as lições de Vieira da Silva e Sean Scully; nas fachadas coloridas dos prédios as lições de Tarsila e Volpi, assim por diante. Mas isto também não é suficiente para esclarecer a fatura de uma nova obra, pois permanece em tudo uma interpretação muito pessoal de alguns dos trabalhos desses mestres”, explica o artista.

De acordo com ele, as obras dialogam entre si, independentemente do assunto em foco. Não tanto pela temática escolhida, mas pelo que propõe enquanto pintura, como a articulação de cores e suas combinações, na busca de sutis e quase impalpáveis tonalidades, que podem ser percebidas nas últimas camadas, as mais delicadas. E está aí a razão para o título e para a proposta da exposição. “Quis e desejo transformar cores que, experimentadas ao extremo, fiquem carregadas de intenções líricas. É o sonho maior, sempre pretendido por quem cria, de fazer poesia.
Poesia pintada!”, completa Nelson.