Marcus Vinícius


O artista paulistano é conhecido, desde o início desta década, por seus quadros construídos pela junção e encaixe de módulos feitos com recortes de MDF pintados e vidro. São peças de superfícies lisas, ora foscas ora brilhosas, nunca apresentando marcas de pincel e, no entanto, remetendo à tradição da pintura. Em seu trabalho, chama a atenção o fato de suas cores – e, sobretudo a relação entre elas - terem se tornado mais exuberantes ao longo do tempo, e as composições mais dinâmicas. Agora, a novidade são os chamados Livros: objetos construídos de forma semelhante à de seus quadros, mas dispostos na horizontal, sobre pedestais. Essas obras possuem dobradiças que permitem seu manuseio, criando não uma imagem uniforme, mas uma seqüência. Conforme o espectador abre suas partes, os objetos se dilatam e se desdobram apresentando outras possibilidades visuais e táteis. 

Marcus Vinícius (São Paulo, 1967 - Vive e trabalha em São Paulo)

1989/91 Licenciatura em Artes Plásticas
Faculdade de Belas Artes de São Paulo


Exposições individuais


2010 Quadriculados e Pontilhados, Galeria Marcelo Guarnieri, Rib. PretoSP

2008 Promessa de Beleza, Galeria Virgílio, SP

2006 Expansivos, Hipnóticos e Quadros Horizontais, Galeria Virgílio, SP

2004 Listrados, Centro Universitário Maria Antonia,SP

         Quadros Horizontais, Quadriculados e Arrimados, Galeria Virgílio,SP

2000 Sperandios, Galeria SESC Paulista, SP


1999 Programa Anual de Exposições, Centro Cultural São Paulo,SP


Exposições Coletivas


2012 Além da Forma – plano, matéria, espaço e tempo, Instituto Figueiredo Ferraz,Rib. Preto SP
          63º Salão de Abril,A cidade e suas desconexões antrópicas, Galeria Antonio Bandeira - CE

2011 O Colecionador de Sonhos, Coleção Dulce e João Carlos de Figueiredo Ferraz – IFF, Rib. Preto

2009 Basel Scope Art Show, Sportplatz Landhof, Basel, Suiça

2008 39º Chapel Art Show, Chapel School, São Paulo, SP

2007 Pinta, Metropolitan Pavilion, New York, EUA
          Arte BA, Feira de Arte de Buenos Aires, Argentina
          E Conjunção/Conexão, Galeria de Arte Marcelo Guarnieri, Ribeirão Preto – SP

2006 Volpi e as Heranças Contemporâneas, Curadoria de Kátia Canton, MAC/USP
           Marcus Vinícius e Wagner Malta Tavares, Museu de Arte de Ribeirão Preto, SP
           Parcial, Curadoria de José Augusto Ribeiro, Galeria Virgílio, SP
          SP Arte, 2ª Feira de Arte Moderna e Contemporânea, Fund. Bienal

2005 BR 2005, Galeria Virgílio, SP
          30 Anos de Arte Brasileira na Coleção SESC, SESC Interlagos, SP

2004 Uma viagem de 450 anos, SESC Pompéia, SP
          Heterodoxia Natal, Espaço Cultural Casa da Ribeira, Natal, RN

2003 40 anos, 40 artistas, MAC USP, SP
           Pintura além da Pintura, com Diego Belda, Espaço Artenexo, SP

2002 ARCO, Arte Contemporânea Madri,Espanha
           Topografia do Corpo, Galeria Hebraica, SP
           48 Horas, Ocupação de um casarão no Cambuci por 48 horas seguidas, SP
           Genius Loci, o Espírito do Lugar - Centro Univ. Maria Antonia, SP
           Salão de Arte de Goiás, II Prêmio Flamboyant, Goiânia, GO
           Projeto Galpão 15, ocupação de um galpão em São Paulo, SP
           28 + Pintura, Galeria Virgílio, São Paulo - SP

2001 Conduta de Imagem, Museu Metropolitano, Curitiba,PR
          Se pudesse ser puro, Museu de Arte de Santa Catarina, Florianópolis,SC
          3 artistas, Sala Mário Pedrosa, SP
         Art Miami, Miami EUA

2000 Espaço Entre, Centro Cultural UFMG, Belo Horizonte, MG
           Iniciativas, Centro Cultural São Paulo, SP
          Casa de Todos, Projeto Linha Imaginária, Museu Mineiro, B. Horizonte –
          Espaço Entre, Museu de Arte Contemporânea de Porto Alegre, RS
          Salão Paulista de Arte Contemporânea, Sala Júlio Prestes, SP
         VI Bienal Nacional de Santos, Santos, SP

1999 Heranças Contemporâneas 3, Museu de Arte Contemporânea da USP
          Vazio, Profundidade e Linha, Espaço Cultural dos Correios, RJ
         Salão de Pequenos Formatos, Galeria Unama, Belém, PA


Bibliografia (selecionada)


Ajzenberg, Elza (org.) – MAC USP 40 anos – Ibirapuera – Ed. MAC USP – 2003
Canton, Kátia – Novíssima arte brasileira, um guia de tendências – Ed.Iluminuras – 2000
Canton, Kátia – A parte e o todo, Marcus Vinícius e a magia dos fragmentos – Revista Bravo! nº 68 pág. 70 e 71
Gouveia Jr., Antonio Carlos – The Art Book Brasil – Geometrias – Décor Books Ed. - 2010
Klein, Paulo (org.) – Brazilian Art Show – Ed. Atelier do Brasil – 2008
Leffingwell, Edward – A memória do guardião – A coleção Kim Esteve – Ed. Terceiro Nome – 2003


PRÊMIOS


1996 II SALÃO DE ARTES - UBERABA - MG - 1º PRÊMIO-AQUISIÇÃO

1995 SALÃO DE ARTE JOVEM DE SANTOS - SP - CCBEU - MENÇÃO ESPECIAL DO JÚRI

1993 SALÃO DE ARTE CONTEMPORÂNEA DE SANTO ANDRÉ - SP - PRÊMIO AQUISIÇÃO

1992 SALÃO DE ARTE CONTEMPORÂNEA DE JUNDIAÍ - SP - 1º PRÊMIO
         SALÃO DE ARTE CONTEMPORÂNEA DE SANTO ANDRÉ - SP - MENÇÃO HONROSA

1991 11 SALÃO NACIONAL DE ARTES PLÁSTICAS - FUNARTE - PRÊMIO BRASÍLIA DE ARTE

1989 10 SALÃO NACIONAL UNIVERSITÁRIO - FASM - SP - 1º PRÊMIO - VIAGEM
              BOLSA PROJETO ATELIÊ II - SECR. DE ESTADO DA CULTURA E OFICINA CULTURAL OSWALD DE ANDRADE - SP

Exposições individuais


2010 Quadriculados e Pontilhados, Galeria Marcelo Guarnieri, Rib. PretoSP

2008 Promessa de Beleza, Galeria Virgílio, SP

2006 Expansivos, Hipnóticos e Quadros Horizontais, Galeria Virgílio, SP

2004 Listrados, Centro Universitário Maria Antonia,SP

         Quadros Horizontais, Quadriculados e Arrimados, Galeria Virgílio,SP

2000 Sperandios, Galeria SESC Paulista, SP


1999 Programa Anual de Exposições, Centro Cultural São Paulo,SP


Exposições Coletivas


2012 Além da Forma – plano, matéria, espaço e tempo, Instituto Figueiredo Ferraz,Rib. Preto SP
          63º Salão de Abril,A cidade e suas desconexões antrópicas, Galeria Antonio Bandeira - CE

2011 O Colecionador de Sonhos, Coleção Dulce e João Carlos de Figueiredo Ferraz – IFF, Rib. Preto

2009 Basel Scope Art Show, Sportplatz Landhof, Basel, Suiça

2008 39º Chapel Art Show, Chapel School, São Paulo, SP

2007 Pinta, Metropolitan Pavilion, New York, EUA
          Arte BA, Feira de Arte de Buenos Aires, Argentina
          E Conjunção/Conexão, Galeria de Arte Marcelo Guarnieri, Ribeirão Preto – SP

2006 Volpi e as Heranças Contemporâneas, Curadoria de Kátia Canton, MAC/USP
           Marcus Vinícius e Wagner Malta Tavares, Museu de Arte de Ribeirão Preto, SP
           Parcial, Curadoria de José Augusto Ribeiro, Galeria Virgílio, SP
          SP Arte, 2ª Feira de Arte Moderna e Contemporânea, Fund. Bienal

2005 BR 2005, Galeria Virgílio, SP
          30 Anos de Arte Brasileira na Coleção SESC, SESC Interlagos, SP

2004 Uma viagem de 450 anos, SESC Pompéia, SP
          Heterodoxia Natal, Espaço Cultural Casa da Ribeira, Natal, RN

2003 40 anos, 40 artistas, MAC USP, SP
           Pintura além da Pintura, com Diego Belda, Espaço Artenexo, SP

2002 ARCO, Arte Contemporânea Madri,Espanha
           Topografia do Corpo, Galeria Hebraica, SP
           48 Horas, Ocupação de um casarão no Cambuci por 48 horas seguidas, SP
           Genius Loci, o Espírito do Lugar - Centro Univ. Maria Antonia, SP
           Salão de Arte de Goiás, II Prêmio Flamboyant, Goiânia, GO
           Projeto Galpão 15, ocupação de um galpão em São Paulo, SP
           28 + Pintura, Galeria Virgílio, São Paulo - SP

2001 Conduta de Imagem, Museu Metropolitano, Curitiba,PR
          Se pudesse ser puro, Museu de Arte de Santa Catarina, Florianópolis,SC
          3 artistas, Sala Mário Pedrosa, SP
         Art Miami, Miami EUA

2000 Espaço Entre, Centro Cultural UFMG, Belo Horizonte, MG
           Iniciativas, Centro Cultural São Paulo, SP
          Casa de Todos, Projeto Linha Imaginária, Museu Mineiro, B. Horizonte –
          Espaço Entre, Museu de Arte Contemporânea de Porto Alegre, RS
          Salão Paulista de Arte Contemporânea, Sala Júlio Prestes, SP
         VI Bienal Nacional de Santos, Santos, SP

1999 Heranças Contemporâneas 3, Museu de Arte Contemporânea da USP
          Vazio, Profundidade e Linha, Espaço Cultural dos Correios, RJ
         Salão de Pequenos Formatos, Galeria Unama, Belém, PA

Imagem de Amostra do You Tube

A cor das escolhas

Juliana Monachesi

Esta exposição, necessário que se diga antes de tudo, é composta de quadros feitos com uma alegria contagiante. Escolho a palavra “quadro” em lugar de “pintura” para frisar a dimensão objetual das pinturas de Marcus Vinícius. E escolho a palavra “alegria” em vez de um eufemismo que indique a mesma coisa – energia, emoção, potência – para sinalizar de cara que o projeto que anima estas obras é uma razão excitada. Marcus Vinícius pinta com uma lucidez delirante: por necessidade e por puro prazer. Artista que já conta bons 15 anos de trajetória – em que, se por um lado mantém rígida coerência na pesquisa acerca dos elementos constitutivos do quadro, por outro vem sendo capaz de se reinventar e escapar com inteligência das ciladas armadas por ele próprio – Marcus Vinícius já foi “lido” como variante da abstração geométrica, como continuidade da tradição concretista brasileira e até como herdeiro de um “expressionismo pop”. Nenhuma destas matrizes basta para ler os trabalhos das duas séries que o artista apresenta nesta mostra: Expansivos e Listrados. Elas têm um intenso diálogo com o mundo e com a cor entendida como fenômeno cultural. Marcus Vinícius não mistura tintas. Trabalha com as mesmas tonalidades que tingem nossas roupas, carros e embalagens de sabão em pó e alia esta dimensão mundana e subjetiva da escolha de cores à complexidade das combinações possíveis desta que é a variável mais inconstante da lógica visual. As cores, em sua obra, são índice franco da experiência humana. A mais feia de todas as cores, um cáqui esmaecido, ganha ares simpáticos na composição de um dos Expansivos. Um verde incômodo, que não tem muita saída na indústria porque “não cabe em lugar algum”, segundo o artista, encontra espaço entre um verde-água e um cinza, um pouco se escondendo, um pouco revelando as intenções mais íntimas do quadro. Marcus Vinícius gosta de falar sobre a “química interna do quadro”. Cores deliberadas aplicadas sobre superfícies (madeira ou vidro), encaixadas que devolvem ao observador a opção por desvendar a intrincada montagem mental que levou a cabo a obra diante de seus olhos. As obras não têm pequenas dimensões por acaso: elas pedem uma aproximação para que os vértices e retas internas sejam desvelados e para que o jogo de espelhamento seja testado. Onde está a cor nestes quadros? No fundo, nas bordas, nas reentrâncias? E qual o papel do espelho que, conforme a cor de fundo absorve mais ou menos do entorno do quadro? Marcus Vinícius é afinal, um apaixonado pelos jogos cromáticos e formais que deixou, há muito, para trás, as amarras do cromatismo e do formalismo. Diverte-se e contagia o observador indelevelmente com sua joie de vivre.