Livia Paola Gorresio

A artista, formada em arquitetura e urbanismo pela Fundação Armando Álvares Penteado, começou a criar suas obras a partir de 2008, quando fez o curso “Fine Arts” no Chelsea College of Art and Design, em Londres. Desde então, participou de exposições em instituições internacionais e nacionais como “Programa de Individuais Simultâneas”, Museu de Arte de Goiânia, Goiás; “XI Bienal do Recôncavo”, Centro Cultural Dannemann, São Felix; “Experimento 1”, Jardim do Hermes, São Paulo; “Arte Pará 30”, Museu Histórico do Estado do Pará, Palácio Lauro Sodré, Belém; “Summer Show”, Royal Academy of Arts e “Wedding Reception”, Wimbledon Space, Londres, Reino Unido, entre outros.

Veja mais no site do artista:
www.liviapaolagorresio.net

Livia Paola Gorresio
*São Paulo 1982
vive e trabalha em São Paulo, Brazil

Exposições Individuais

2013
Duração Permanente, AM Galeria de Arte, Belo Horizonte, BR.

2012
Individuais Simultâneas, Museu de Arte de Goiânia, Goiás, BR. 


Exposições Coletivas

2012
XI Bienal do Recôncavo, Centro Cultural Dannemann, Bahia, BR
Paisagem, AM Galeria Horizonte, São Paulo, BR
Programa de Exposições 2012 - Museu de Arte de Ribeirão Preto Pedro
Manuel Gismondi, São Paulo, BR

2011
Experimento 1, Jardim do Hermes, São Paulo, BR.
Arte Pará, Museu do Estado do Pará, Palácio Lauro Sodré, Belém, BR.

2010
MA Final Show, Chelsea College, Londres, RU.
Chelsea Group Salon, Woodmill, Londres, RU.
3D Salon, Flat Time House, Londres, RU.
The Tent, Triangle Space, Londres, RU.
Condensation, Hanbury Hall, Londres, RU.
Group Salon, Auto-Italia, Londres, RU.

2009
Group Salon, Auto-Italia, Londres, RU.
Group Salon, South London Gallery, Londres, RU.
Summer Show, Royal Academy of Arts, Londres, RU.
Saludos Amigos, Outside World Gallery, Londres, RU.
Invisible Means of Support, Club Row, Londres, RU.
Wedding Reception, Wimbledon Space, Londres, RU.
Sold Out, Triangle Space, Londres, RU.

2008
Parinaro, Chelsea College, Londres, RU.

Formação

2009_2010
Master: Fine Arts
Chelsea College of Art and Design
Londres, RU.

2008_2009
Post Graduation Diploma: Fine Arts
Chelsea College of Art and Design
Londres, RU.

2001_2006
Graduação: Arquitetura e Urbanismo
Fundação Armando Alvares Penteado
SP, Brasil .

Exposições Individuais

2013
Duração Permanente, AM Galeria de Arte, Belo Horizonte, BR.

2012
Individuais Simultâneas, Museu de Arte de Goiânia, Goiás, BR.
 

Exposições Coletivas

2012
XI Bienal do Recôncavo, Centro Cultural Dannemann, Bahia, BR
Paisagem, AM Galeria Horizonte, São Paulo, BR
Programa de Exposições 2012 - Museu de Arte de Ribeirão Preto Pedro
Manuel Gismondi, São Paulo, BR

2011
Experimento 1, Jardim do Hermes, São Paulo, BR.
Arte Pará, Museu do Estado do Pará, Palácio Lauro Sodré, Belém, BR.

2010
MA Final Show, Chelsea College, Londres, RU.
Chelsea Group Salon, Woodmill, Londres, RU.
3D Salon, Flat Time House, Londres, RU.
The Tent, Triangle Space, Londres, RU.
Condensation, Hanbury Hall, Londres, RU.
Group Salon, Auto-Italia, Londres, RU.

2009
Group Salon, Auto-Italia, Londres, RU.
Group Salon, South London Gallery, Londres, RU.
Summer Show, Royal Academy of Arts, Londres, RU.
Saludos Amigos, Outside World Gallery, Londres, RU.
Invisible Means of Support, Club Row, Londres, RU.
Wedding Reception, Wimbledon Space, Londres, RU.
Sold Out, Triangle Space, Londres, RU.

2008
Parinaro, Chelsea College, Londres, RU.

 

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AM GALERIA DE ARTE apresenta
de 25 de setembro a 26 de outubro, 2013

LIVIA PAOLA GORRESIO
DURAÇÃO PERMANENTE - Emmanuelle Grossi

“O quadro não é simplesmente sua cor, sua forma ou seu sentido,
mas é uma idéia imbuída em uma entidade cujo significado transcende qualquer das suas partes.”
Mark Rothko [Dvinsky, Rússia, 25 de setembro de 1903 - NYC, 25 de fevereiro de 1970]

A AM Galeria de Arte tem o prazer de apresentar a primeira exposição individual da artista Livia Paola Gorresio
em Belo Horizonte. Duraçao Permanente é composta por sete obras, construídas com lápis, madeira, nanquim,
tinta acrílica e aço inox. A exposição mostra a produção de um conjunto que resulta das reflexões sobre a forma.
“Estas reflexões encontram paralelos na Teoria de Aristóteles, que a define como idéia, uma espécie única,
intuitiva, em uma multiplicidade de objetos”, destaca a artista.
A exposição se divide em dois momentos: a paisagem e a sala azul. Na primeira, três trabalhos: “Monte amarelo”,
“Acervo” e “Suporte” trazem a paisagem. Em contraposição à racionalidade, o incalculável, a abstração,
o pensamento transcendental e espiritual.
“Monte Amarelo” no plano do chão, um monte de feno, um monte de pedras, de metais, um monte de ouro.
Pedaços repetidos de madeiras pintadas a mão pela artista na cor amarela espalhados no piso da galeria
mostram a fragilidade e organicidade da matéria ou daquilo que a madeira pode representar. Ela nunca será
montada da mesma maneira duas vezes. Será sempre diferente, como a natureza, mas o que resiste é a ideia da
obra, a intenção.
“Acervo”, um móvel em aço inox com chapas de madeira coloridas, de cores quentes. Uma espécie de mostruário
de cores cuja ordem pode ser alterada e que correm de um lado para o outro. Ao circular a obra, surge um ponto
cego, onde somente linhas são vistas, a cor desaparece e se vê o que está do outro lado do objeto-corpo. Um corpo,
uma tentativa de organização de uma cartela pessoal da artista que muda de acordo com o ponto de vista. O corpo
vivo do público que mexe com outro objeto-corpo-acervo.
“Suporte” é uma janela. Uma chapa de compensado naval de cedro pintada de verde exaustivamente pela artista
até criar uma superfície o mais lisa possível. Essa chapa corre entre dois perfis de aço inox fixados na parece.
Um monocromo, uma paisagem silenciosa, contemplação.
Na segunda parte passamos à sala azul, onde três trabalhos conversam entre si: as três chapas de compensado
de cedro pintadas de azul [Área Azul], duas balanças em aço inox e madeira [Balança PP 6] e um pequeno
desenho de um portal azul [Physis].
As duas balanças se equilibram no espaço e convidam o espectador a desequilibra-las, são medidas. Mas de quê?
Do corpo do outro, do desejo, da vontade. As três grandes chapas azuis, assim como o monte amarelo, podem
ser montadas livremente e é visível a vida do material, que se curva diante da variação de temperatura. É madeira,
elemento estrutural de chassis para telas, de telhados, de casas, de camas, de paredes. O desenho do portal azul,
“Physis”, é um projeto, uma ligação entre a idéia e a forma, entre o passado e o futuro, o que pode ainda vir a
acontecer no espaço. E o azul, cor fria que simboliza o céu, o mar, o infinito, que dilui o limite da forma e que
sugere tranquilidade, harmonia e contemplação. O azul é mental.
Livia Paola experimenta a matéria e a forma e acredita que tudo é geometria, o átomo, o fractal. Mas sua
experimentação que por vezes parece fria e matemática segue um princípio intuitivo e sentimental, uma tentativa
de organização do mundo, das experiências humanas, da história da arte e da pintura de paisagem segunda a sua
ótica, do nascimento da abstração, do espiritual que há por trás da geometria e da simplificação e redução da
forma. Não é minimalista, racional, é emocional. As obras dessa exposição são livres, abertas, são mais que
formas, pois mesmo que se deteriorem com o tempo, são eternas, têm duração permanente e podem viver no
plano da idéia, na memória de cada um.