Humberto Guimarães

Humberto Guimarães (Sabará, 1947) é um artista plástico brasileiro, graduado pela Escola Guignard em Belo Horizonte, onde atualmente é professor de Desenho.

Humberto foi ilustrador de diversos livros infantis, dentre os quais, dois escritos por Paulinho Pedra Azul. Possui também diversas obras no acervo da Fundação Clóvis Salgado em Belo Horizonte.

Livros ilustrados

    1972 - Dr. Clorofila contra o Rei Poluidor, de Márcio Sampaio
    1979 - História Meio ao Contrário, de Ana Maria Machado
    1985 - Chuva e Chuvisco, de Ronaldo Simões Coelho
    1988 - Ludi vai à Praia, de Luciana Sandroni
    1989 - O Dia de Ver meu Pai, de Vivina de Assis Viana
    1989 - Uma fada nos meus olhos, de Paulinho Pedra Azul
    1990 - Soltando os Bichos, de Paulinho Pedra Azul
    1996 - A Palavra, Editora Lê, Belo Horizonte. (livro de imagens)

Prêmios

    III Salão Global de Inverno (1975)
    Salão Nello Nuno (1978)
    Revelação de ilustração infanto-juvenil pela Associação de Críticos de Arte, SP (1979)
    Panorama da Arte Atual Brasileira (1980)
    XVIII e XIX SNAC, MAP, BH (1986-87)
    Bolsa/Doação da Pollock-Krasner Foundation, Nova York, (1994)

Coletivas

    1977 - 3rd Exhibition, Berlim
    1981 - 6 Artistas Mineiros, MAP
    1984 - Considerações, Galeria Paulo Campos Guimarães, BH.
    1987 - Primeira Muestra de Ilustradores Latino-Americanos, Caracas.
    1989 - 100 Ilustradores Brasileiros, Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, RJ.
    1991 - Ateliê Bonfim, Palácio das Artes, BH e Parque Lage, RJ.
    1992 - Utopias Contemporâneas, Palácio das Artes.
    1992 - 10 Anos: Manoel Macedo Galeria de Arte, BH.
    1992 - Retrospectiva: Fernando Pedro Escritório de Arte, Museu Mineiro, BH.
    1994 - Cor e Luz, Espaço Cultural Cemig, BH.
    1995 - Guaicurus, Espaço Cultural da Escola de Engenharia da UFMG, BH.
    1995 - Mostra Nacional de Ilustradores, Casa da Cultura de Ribeirão Preto, SP.
    1997 - Formação da Arte Contemporânea em Belo Horizonte, MAP.

    2016 - Mapas, cartas, guias & portulanos, Santander, São Paulo, SP

    2016 - Poética da resistência - Guignard, Casa, Belo Horizonte, MG.

 

Individuais

    1972 - Galeria Grass, Sabará
    1980 - Sala Corpo de Exposições, BH
    1982 - Galeria Paulo Campos Guimarães
    1987-89 - Itaúgaleria, BH
    1987 - Sala Arlinda Corrêa Lima, Palácio das Artes
    1991 - Fernando Pedro Escritório de Arte, BH
    1993 - Manoel Macedo Galeria de Arte
    1994 - Galeria São Paulo, SP
    1995 - Espaço Cultural Cemig

 

 

Desenhos de Humberto Guimarães

Com 40 anos de carreira, artista plástico conjuga radicalismo e poesia.

Títulos de alguns novos desenhos de Humberto Guimarães. Paisagem com animal extinto, Mapa do Eldorado, Jardim, Troca de turno, Trânsito pesado, Pedaço de canteiro, Sonata.

Paisagem com animal extinto, Mapa do Eldorado, Jardim, Troca de turno, Trânsito pesado, Pedaço de canteiro, Sonata. Títulos de alguns novos desenhos de Humberto Guimarães. O artista vive e trabalha em Sabará, tem 64 anos e mais de 40 dedicados às atividades artísticas. Está em paz com as muitas décadas ligadas à arte e revela alguma preocupação com a idade, que não gosta de ver publicada. “Vai me atrapalhar conseguir namoradas”, justifica, com bom humor. Ele é um mestre do desenho brasileiro, dono de obra que conjuga, de forma singular, radicalismo gráfico e poético. Que não há reprodução que traduza.

Humberto Guimarães avisa que está mostrando desenhos realizados com instrumentos caros ao ofício: nanquim, aquarela, guache, lápis. As obras estão agrupadas, com ajuda do amigo e também artista plástico Mário Zavagli, por afinidades. “Há muitas ideias, mas elas acabam sendo uma só: cultivo da forma. Que surge com elementos de figuração. Não consigo me abstrair completamente”, conta. Estão nas imagens fragmentos de notas musicais, insetos, a cidade, evocação a plantas e jardins. Ele explica que até esconde um pouco “as coisas”, mas elas insistem em reaparecer e com visualidade que remete à infância.

“Dediquei-me, ao longo da vida, ao desenho. E ele me levou à ilustração de livros infantis e à pintura. Mas são trabalhos ocasionais, o permanente é o desenho”, afirma. “Gosto de desenhar e se tivesse de recomeçar minha carreira me dedicaria, novamente, ao desenho”, garante. Ter ficado tanto tempo ligado ao desenho, conta, assusta especialmente quando encontra trabalhos realizados há 20 anos. “Mas me reconheço no que fiz. Sinto que os mesmos elementos voltam hoje de outra maneira”, observa. “Sou perfeccionista sem ter preocupação com o desenho perfeito. Quando fica perfeito, não gosto”, acrescenta. Mistério Quarenta anos dedicação a uma atividade, para Humberto Guimarães, permitem que se conheça “um pouco melhor” o próprio trabalho. Mas não traz respostas sobre o que é a arte, que “é um mistério”, sempre. “Quando comecei, queria colocar o mundo inteiro num trabalho. Hoje, sei que não cabe tudo num desenho só”, afirma.

Humberto Guimarães se formou em 1968, na Escola Guignard. Nos anos 1970, participou e ganhou prêmios nos principais salões de arte brasileiros. Desde então, vem expondo regularmente nas principais galerias de Belo Horizonte. É autor que merece retrospectiva, livro, reverências maiores do que as recebidas até agora.

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