Cristina Sá

São Paulo/SP/1956

Mora e trabalha em São Paulo, Brasil.

A artista estudou desenho na adolescencia com o artista Maciej Badinski e formou-se em Arquitetura de Interiores e História da Arte na Escola Panamericana de Arte. Cristina é brasileira, mas seu trabalho apresenta de uma maneira muito criativa a sua hereditariedade oriental.

A delicadeza de suas formas, traços e cores, ela consegue utilizando várias técnicas de pintura, colagem e monotipias. Seu trabalho provoca um impacto visual forte e suave ao mesmo tempo, criando espaço tanto para o espírito como para o corpo.

 

Veja mais no site do artista:
www.cristinasa.com.br

 

ATIVIDADES PARALELAS

    Orientadora de Artes Plásticas na cidade de Ponta Grossa - 1978;
    Orientadora de Desenho Artístico e Preparação para Prévia de Artes Visuais e Arquitetura;
    Coordenadora do Evento de Arte e Filantropia “Chá das Xícaras” de 1988 a 1999;
    Membro do Centro Cultural Prof. Faris Antonio Michaeli desde 1993;
    Membro do Conselho Empresarial da Mulher Executiva de Ponta Grossa - 1996;
    Orientadora de Artes Plásticas no Espaço Cultural de Inpacel – Indústria de Papel e Celulose de Arapoti -1993;
    Orientadora de Artes Plásticas no Colégio Agrícola Augusto Ribas – Semana da Cultura – 1986 a 1999- Ponta Grossa;
    Orientadora de Artes Plásticas no Centro Cultural de Guarapuava em 1981;
    Membro da Comissão Julgadora da Escola La Ballerina – 1998/ 2000;
    Seu atelier de artes é o pioneiro na região a desenvolver ensinamentos na área artística para crianças de 1ª e 2ª Infâncias – desde 1997;
    Coordenadora de projetos artísticos para fomentar a cultura e arte nas praças da cidade de Ponta Grossa- 1992/2000;
    Presidente do Centro Cultural Farsi Antônio Michaeli - 2001/2003;
    Projeto Arte na Escola – Escola Municipal Louise Foltran de Lara - 2002 - Ponta Grossa;
    Catalogada - Livro de Artes Nacionais da Fundação Julio Lousada em 1999;
    Catalogada no Livro de Artes Nacional da Fundação Julio Lousada em 2000;
    Premiada BPW 2004 – Artista Plástica do ano 2003 em Ponta Grossa;
    Representante do CEME de Ponta Grossa na diretoria da ACIPG em 2004;
    Fundadora da Feira de Artesanato da Praça Faris Michaeli;
    Representante do Jornal Manifesta Arte em 2004;
    Membro da ASPAR-Associação dos Pintores de Porcelana do Paraná desde 1993;
    Membro da APAP - Associação dos Pintores Profissionais do Paraná;
    Orientadora de arte no espaço da Galeria Obra Prima em 2001;
    Orientadora de arte na Casa do Artesão de Ponta Grossa em 1997;
    Membro da diretoria da Casa do Artesão de Ponta Grossa em 1995/1999;
    Promotora do curso “Poéticas Contemporâneas no Ensino da Arte” ministrado pela Universidade Tuiuti do Paraná - 2005/2006- P. Grossa;
    Curadoria da Mostra Retratos – Ponta Grossa - Outubro de 2007;
    Palestrante no Projeto FERA – parceria Escola Medalha Milagrosa – Setembro de 2007;
    Assessora da Secretaria de Cultura de Ponta Grossa na Mostra do Acervo Lila Marinho (Roberto Marinho) P. Grossa - Pra em Setembro de 2007;
    Homenageada pela TVM (Ponta Grossa) como artista plástica dos Campos Gerais – Agosto de 2007;
    Promotora da 2ª turma do curso técnico de extensão Tríplice Acepção do Belo em 2008;
    Reestruturação da Capela do Hospital Infantil João Vargas de Oliveira P. G. - 2009;
    Restauração de Imagens de Estuque – Igreja São José – Ponta Grossa;
    Mosaico no Hall de entrada Hospital Bom Jesus medida 5,34x2, 12-Ponta Grossa – PR em Janeiro 2009;
    Restauração 70 falsos vitrais – Igreja Sagrado Coração– P. Grossa – 2009;
    Projeto – “Degraus da Cultura”, assumindo uma rua inteira “Padre Ildefonso, com mosaicos, inspirada em Galdi – 9 de maio 2009 início do trabalhoCatalogada no Arte Paranaense em janeiro de 2009;
    Orientadora da escola técnica CENTRO EUROPEU no curso de Design/2010;
    Membro da Comissão de PROJETOS de ARTE da U.E.P.G. 2010;
    Coordenadora do projeto Jornal Diário da Manhã/Pintando Ponta Grossa em 2010;
    Coordenadora do curso Leitura e Crítica de Obras de Arte em Ponta Grossa 2008/2010;
    Restauradora das imagens e pintura de mural da Igreja Católica Imaculada Conceição em Ponta Grossa em 2010;
    Restauradora da folhação e douração do mobiliário, das imagens e vitrais da Igreja Católica Sagrado Coração em Ponta Grossa - 2010;
    Restauradora das imagens da Igreja Católica São Cristóvão em Ponta Grossa em 2011;
    Restauradora de três imóveis tombados na cidade de Morretes – Pr em 2011;
    Restauradora de imagens da igreja católica SANTA RITA DE CÁSSIA - Ponta Grossa - 2011;
    Participante com duas obras no livro: Guia das Artes Visual - Paraná-Brasil 2011-2012;
    Membro da APMI do Hospital Getúlio Vargas-Ponta Grossa - 2010/2011;
    Idealizadora do projeto “OLHAR ATRAVÉS DA ARTE aprovado pelo MINISTÉRIO DA CULTURA onde beneficiará 40 deficientes visuais;
    Projeto Vamos pintar Ponta Grossa (Shopping Palladium) – Ponta Grossa- Paraná / 2012;
    Restauração de imagens sacras da Catedral da cidade de Castro- Paraná / 2013;
    Mural de 374 azulejos para a cidade de Tibaji (Projeto Itatiba).

Exposições Individuais

2013

Sergio Gonçalves Galeria - Rio de Janeiro;

Galeria des Arts - São Paulo SP.


2012

Paulo Darzé Galeria - Salvador-BA;

Espaço KCase - São Paulo SP.

2010

Livraria da Vila - Shopping Cidade Jardim.

 

2008

Galeria Penteado - Campinas - SP.

 

2006

Galeria Eduardo H Fernandes - São Paulo - SP.

 

2004

Galeria Ricardo Camargo - São Paulo - SP.

 

2002

MTM Design Studio - São Paulo - SP.

 

1998

Artefacto - Salvador - BA;

Por Exemplo Espaço de Arte - São Paulo - SP;

Espaço de Arte Moderna - Búzios - RJ.

 

Exposições Coletivas

2013

SP Arte - Feira Internacional de Arte Moderna e Contemporânea de São Paulo - Paulo Darzé Galeria.

 

2012

Arte Americas - West Encounters East-Miami - USA.

 

2011

Mostra de acervo - Vinte e cinco artistas conteporâneos-Galeria Paulo Darzé - Salvador - BA;

SP Arte - Feira Internacional de Arte Moderna e Contemporanea de São Paulo - Galeria Eduardo H Fernandes.

 

2010

SP Arte - Feira Internacional de Arte Moderna e Contemporânea de São Paulo - Galeria Eduardo H Fernandez.

 

2009

'Em Movimento" Galeria Eduardo H Fernandez. 

 

2009

SP Arte-Feira Internacional de Arte Moderna e Contemporanea de São Paulo - Galeria Eduardo H Fernandez.

 

2008

SP Arte – Feira Internacional de Arte Moderna e Contemporânea de São Paulo - Galeria Eduardo H Fernandes.

 

2007

“O Olhar Crítico” Galeria Eduardo H Fernandes;

SP Arte - Feira Internacional de Arte Moderna e Contemporânea de São Paulo - Galeria Eduardo H Fernandes 

Galerie Sycomore - Paris - França.

 

2005

SP Arte - Feira Internacional de Arte Moderna e Contemporânea de São Paulo - Espaço Arte 57;

Exposição 8 anos da Galeria Slaviero e Guedes - São Paulo;

Exposição “O Traço” na Galeria Grifo - São Paulo;

Exposição Internacional “Cow Parade”- São Paulo.

 

2004

Salon Brasilis à Paris - Galerie François Marsad - Paris FR - “Diplome D’Honneur”;

Salon de la Sociétè Nationale de Beaux Arts –Carroussel du Louvre - Paris FR - "Diplome D’Honneur".

 

2003

Exposição Brasilis - Hotel Melia Higienópolis – São Paulo SP;

“Figuras Humanas, Emoções e Variações” Espaço Cultural do Banco Central - São Paulo SP;

Grand Marche d’Art Contemporain - Paris FR;

Salão 2003 da Sociétè Académique “Arts – Sciences - Lettres” - Paris FR “Medalha de bronze”;                                                   

Salon Internacional du Monde de la Culture et des Arts Cannes FR - “Medalha de prata”.

 

2002

“Contemporaniedade” Slaviero e Guedes Galeria de Arte São Paulo SP.

 

1998

Art Exposition Chapel School-São Paulo SP.

 

1997

Arte Brasileira Contemporânea - American Express Off-Gallery - São Paulo;

Exposição de Arte Heublein - Caribe Escritório de Arte - São Paulo.

 

1996

Arte Brasileira Contemporânea - American Express Off Gallery - São Paulo.

 

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Ornamentos Silenciosos de Cristina Sá

Texto de: Maria Hirszman
Cristina Sá, que atualmente expõe uma série inédita de trabalhos na Galeria Ricardo Camargo, parece estar em busca permanente de equilíbrio, que se dá tanto no jogo entre os vários elementos que compõem sua obra como na tentativa de compor uma poética pessoal a partir de um conjunto amplo, e muitas vezes contrastante de referências.
Aluna de Maciej Babinski, formada em decoração de interiores, neta de chinês (O que talvez explique a presença constante em suas obras de elementos orientais, como a escrita chinesa, os belos papéis ornamentais que coleciona nas viagens que faz, ou a sutil representação dos bambus que estruturam o fundo das telas), ela parece tentar retirar de cada um desses substratos de sua formação elementos necessários para compor sua obra.
As técnicas são variadas, indo do registro mais tosco das monotipias (que apenas sugerem figuras, como a de leques abertos) à leveza das aguadas, passando pelas já mencionadas colagens. Surgem aqui e ali elementos tipicamente femininos, formas de mandalas – o que, segundo Angélica de Moraes, ativam na memória a obra em voga de Beatriz Milhazes. No entanto, ao contrário do exagero um tanto psicodélico e assumidamente tropicalista da pintora carioca, Cristina apenas pontua suas telas silenciosas com esses ornamentos.
É curiosa sua relação com a figura. Ela está presente em quase todos os trabalhos. Mas, com exceção de China Tropical – que destoa um pouco do restante da exposição -, serve apenas como mais um elemento de pontuação do espaço, de composição de planos silenciosos e ao mesmo tempo sedutores do olhar.
É possível notar o mesmo tipo de preocupação com o equilíbrio da composição no que se refere ao contraste entre opacidade e transparência (as aguadas contrastam com massas mais veladas de tinta, muitas vezes em sedutores tons de dourado) e no uso cuidadoso das cores. Além da pontuação delicada dos tons mais intensos na maioria dos trabalhos, Cristina parece ter resolvido melhor os trabalhos em que lida com tons mais rebaixados.
As telas mais grosseiras ou os papéis em tons de terra são mais repousantes e harmônicas.
Estadão Novembro 2004

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Uma Viagem Poliglota

Os antigos diziam – chinoiserie.
Mas os traços, a ornamentação e a serenidade orientais que emanam da arte de Cristina Sá, como aparecem aí, não dizem tudo do que é capaz a sua pintura, muito pessoal e ampla no seu mosaico de citações e inspirações assumidas, Matisse com barroco, arabescos islâmicos com iconografia eslava, tributo talvez inconsciente ao seu primeiro mestre o romeno Maciej Babinski. Cristina abre suas Fusões na Galeria Ricardo Camargo, em São Paulo, neste domingo 21. É uma viagem. Como a de Marco Pólo pela Rota da Seda. Mas a arte é sempre muito mais rica do que a realidade – mesmo aquela, como a de Pólo, que incluía a fantasia
Revista Carta Capital – Novembro 2004

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Ultrapassar Fronteiras é Somar Alteridades

Texto de: Angélica de Moraes
O mercador e diplomata veneziano Marco Pólo desbravou a Rota da Seda no século XIII.
Percorreu um sinuoso caminho marítimo e terrestre que passou a ligar o comércio das cidades-estado de Veneza às vastidões até então inexploradas da China, singrando o Mar Mediterrâneo e ultrapassando a barreira de montanhas do Himalaia. Foi quando o Ocidente, espantado, afinal tomou contato com uma cultura de vastidões tão grandes quanto a distância geográfica que nos separa do Oriente. Um fascínio que, muitos séculos depois, ainda e sempre emociona, como demonstram as pinturas-colagens-monotipias de Cristina Sá.
A artista harmoniza dois mundos. Funde, em gramática visual própria, elementos culturais extraídos tanto da tradição oriental da gravura em madeira (xilogravura) quanto da expressão pictórica ocidental contemporânea. Suas delicadas urdiduras compositivas ecoam o mundo plano da gravura chinesa, isenta dos códigos de representação da perspectiva. Ecoam motivos gráficos, sinetes heráldicos e finas caligrafias de ideogramas vindos da antiga Catai. A organização compositiva, ortogonal e modular, se faz sobre amplos espaços brancos e cuidadosa distribuição de elementos, frisando uma educação visual feita sob a influencia inalienável da historia da arte ocidental.
O encontro oriente-ocidente promovido por Cristina atrai pelo equilíbrio que a artista alcança também ao promover a fusão de outros universos aparentemente opostos: a pintura e a gravura em madeira (xilo). Enquanto na pintura há a fluidez da tinta e do gesto, na gravura há a incisão exata da matriz, que elege e determina sem hesitações todos os elementos e todos os lugares que esses elementos vão ocupar. Na xilogravura não costumam coexistir o antes e o depois: o resultado final deve estar previsto e nítido. A goiva, obediente, aprofunda em sulcos o trajeto previamente riscado na madeira. A pintura, ao contrário, só ganha feição definitiva a partir de um exercício de aproximações sucessivas dos assuntos, o que permite o apagamento do indesejado, a sobreposição de idéias, o sentimento. Na pintura, a cor é fundamental. Na gravura, é supérflua.
Em seus trabalhos, a artista pincela algumas poucas formas (vasos de porcelana, potes, bambus) como suporte e trama de fundo para uma série de acontecimentos gráficos, dispostos ou sobrepostos em primeiro plano. São monotipias e colagens de belos papéis impressos chineses, em composições organizadas pelo contraponto entre formas fechadas e abertas. Há sinuosidades que sintetizam formas vegetais e verticalidades definidas pela disposição de blocos de ideogramas. A cor age em contraponto com a sobriedade do preto das interferências de origem gráfica. Há sintonia entre a gestualidade da pintora que esboça com leveza as figuras da composição e o ritmo igualmente gestual e leve da caligrafia oriental da fina trama de golpes de pincel dos ideogramas.
É possível observar em Cristina Sá uma certa filiação à pintura de Beatriz Milhazes, o que é uma qualidade e não uma limitação. Afinal, a boa escolha de influencias está na base de toda elaboração de uma linguagem própria. É bom observar, no entanto, que Cristina não faz mimetismo. Ela estabelece uma sintonia que deixa largo espaço livre para sua expressão pessoal. Assim como, por sua vez, a pintura de Milhazes não perde as digitais pelo fato de estar sintonizada com Matisse e sua profissão de fé na pintura sedutora. Aquela pintura que escancara a beleza das cores em motivos decorativos. Algo que o pintor francês foi buscar, é bom frisar, na tapeçaria oriental e nos temas árabes.
Assim como Beatriz Milhazes, Cristina Sá adota sem preconceitos nem tabus auto-limitadores, essa vertente da arte que tem seu fulcro na ornamentação e raízes tanto na tradição barroca quanto nos arabescos islâmicos. Uma arte que corteja a retina. Mas, ao contrário de Milhazes, Cristina exercita uma paleta de tonalidades sutis e rebaixadas. A exuberância explode nos grafismos extraídos da tradição gráfica chinesa, que se multiplicam na superfície plana da composição e determinam o ritmo agitado mas contido e equilibrado de todo o conjunto.
Ao fazer sua síntese de experiências visuais e fragmentos culturais cuidadosamente recolhidos em diversas viagens à China e retrabalhados no isolamento de seu ateliê em São Paulo, Cristina Sá criou este conjunto de trabalhos que nos convidam a mergulhar em uma herança ancestral. Herança que, uma vez alcançada por Marco Pólo, passou também a nos pertencer para sempre. Desde que, sem verdades fixas nem horizontes imutáveis, estejamos dispostos a enxergar a espessura de mundo que habita a alteridade.

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Fissuras Delicadas de Um Mundo em Convulsão

Sem saber onde acaba a colagem, onde começa a pintura e vice-versa. Assim se dá o primeiro contato com a obra de Cristina Sá. Mais rasgados do que recortados, os papéis de espessura que beira a transparencia com que a artista trabalha estão de tal forma plasmados nas superficies (sejam telas ou outros papéis) em que suas pinturas se desenvolvem que o observador tem a sensação de estar diante de um mundo sem fissuras, de uma tela "resolvida" pela unidade.
As fissuras e a incompletude, entretanto, estão ali para serem descobertas. Aos poucos. Dando tempo ao tempo.O tempo é o elemento principal da pesquisa estética de Cristina sá; tempo exterso de confecção dos trabalhos,mescla de temporalidade da cultura oriental e da cultura ocidental, tempo detido de contemplação das obras. Há ainda uma combinação de tempos da própria trajetória da artista em cada trabalho; vestígios das pinturas do final dos anos 1990 se insinuam ao fundo das delicadas colagens de hoje.
Uma obra sobre o tempo não poderia se furtar a discorrersobre o tempo presente, e isso a artista faz de maneira sutil e contundente. Contundência que está na própria sutileza com que os trabalhos fazem "afirmações" sobre o mundo atual, um mundo de incertezas e suspeitas, um mundo de crise financeira, social, ambiental e epistemológica, crise da subjetividade, de idéias e de ideais...um mundo em convulsão.
Afinados ao espirito de seu tempo,as pinturas e desenhos de Cristina Sá retratam essa convulsãode maneira bastante  particular e autoral. Deixando vazios misteriosos entre áreas condensadas de padronagens e arabescos rasgados e sobrepostos. Deixando a memória da figura dos bambus, simbolo de força e resistencia, sugerida em tom rebaixado, sob as camadas que lentamente a artista deposita sobre a superficie da tela ou do papel.
A exposição que Cristina Sá nos presenteia é uma oportunidade de parar para refletir, para olhar demoradamente uma pesquisa artística que nos revela um pouco aquilo que somos; é um respiro e um convite para adotar uma postura de calma e desinteresse diante de paisagens construídas segundo uma lógica oposta à da paisagem midiática que nos bombardeia com imagens disparatadas do mundo. Estas são paisagens mentais repletas de fissuras em que podemos descobrir imagens mais coerentes do mundo à nossa volta.

por:Juliana Monachesi