Cristina Canale

A pintura de Cristina Canale revela traços bastante singulares, notadamente a maneira como os elementos figurativos da composição estão sempre na iminência de se diluírem em pura abstração. Suas paisagens parecem retratar um mundo fluido, em que uns poucos elementos reconhecíveis surgem por entre campos de cor que se justapõem – e de maneira harmônica, não obstante a ampla variedade de cores que emprega.

Com sua massas cromáticas e densa materialidade, a obra de Cristina Canale responde, a sua maneira, aos intensos debates que embasam a pintura alemã do final do século XX, e, de maneira mais geral, está sintonizada com as problemáticas da produção contemporânea para além da pintura. Para o curador Tiago Mesquita, a produção de Canale contrapõe-se à busca pelas estruturas de constituição da imagem por parte de artistas como Gerhardt Richter e Robert Ryman, porque aborda “a imagem e os gêneros consagrados da pintura de forma subjetiva, acreditando em uma experiência singular”.

Canale é carioca nascida em 1961. Reside e produz em Berlim. Integrou mostras coletivas como a 21ª Bienal de São Paulo (1991); a 6ª Bienal de Curitiba (2011); além de: Dentro do traço, mesmo (Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, Brasil, 2009); e Da visualidade ao conceito (Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil, 2007). Exposições individuais incluem: Protagonista e domingo (Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto, Brasil, 2013); Sem palavras (Galeria Nara Roesler, São Paulo, Brasil, 2011); e Arredores e rastros (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil, 2010). Instituições brasileiras como a Pinacoteca do Estado de São Paulo; o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, entre outras, possuem obras suas.

 

Veja mais no site do artista:
www.cristinacanale.com

1961
Nasceu no Rio de Janeiro
Vive e trabalha em Berlin

Exposições Individuais

2013
Protagonista e domingo. Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto, Brasil

2012
Pars pro toto,Galeria Silvia Cintra, Rio de Janeiro, Brasil
cabeca-tronco-membros,Bolsa de Arte, Porto Alegre, Brasil
Galeria Michael Schmalfuss, Marburg, Alemanha

2011
Sem palavras, Galeria Nara Roesler, São Paulo, Brasil

2010
Cristina Canale – Arredores e Rastros, MAM RJ, Rio de Janeiro, Brasil

2009
Contos, Galeria Silvia Cintra, Rio de Janeiro, Brasil

2008
Mondo Cane, Galeria Nara Roesler, São Paulo, Brasil

2007
Cenas, Galeria Baginski, Lisboa, Portugal
Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil
Bolsa de Arte, Porto Alegre, Brasil
Galerie van der Mieden, Antuérpia, Bélgica

2006
Galeria Silvia Cintra, Rio de Janeiro, Brasil

2005
Galeria Nara Roesler, São Paulo, Brasil

2004
Galerie Schmalfuß, Marburg, Alemanha
Museum Theo Kerg, Schriesheim, Alemanha

2003
Paço das Artes, São Paulo, Brasil
Galeria AM, Belo Horizonte, Brasil

2002
Galeria Anna Maria Niemeyer, Rio de Janeiro, Brasil

2001
Galeria Marina Potrich,Goiânia, Brasil
Kunstverein Genthiner Elf, Berlim, Brasil

2000
Städtisches Museum Eisenhüttenstadt- Fürstenberg, Alemanha
Paço Imperial, Rio de Janeiro, Brasil

1999
Kunstverein, Bretten, Alemanha
Galeria de Arte São Paulo, São Paulo, Brasil
Palácio das Artes, Belo Horizonte, Brasil

1998
Kunst im Stift, Koblenz, Alemanha
Galeria Anna Maria Niemeyer,Rio de Janeiro, Brasil

1995
Paço Imperial,Rio de Janeiro, Brasil
Galeria Anna Maria Niemeyer, Rio de Janeiro, Brasil
Galeria de Arte São Paulo, São Paulo, Brasil

1992
Galeria de Arte São Paulo, São Paulo, Brasil

1990
Galeria de Arte São Paulo, São Paulo, Brasil

1989
Pasargada Arte Contemporânea, Recife, Brasil

1987
Galeria de Arte do Centro Empresarial Rio, Rio de Janeiro, Brasil

1985
Galeria Contemporânea, Rio de Janeiro, Brasil

Exposições Coletivas

2012
Além da forma, Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto, Brasil

2011
O Colecionador de Sonhos, Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto, Brasil
6 Bienal de Curitiba, Curitiba, Brasil

2010
1.ª Mostra do Programa de Exposições de 2010, CCSP, São Paulo

2009
Dentro do Traço, Mesmo, Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, Brasil

2008
Positionen 2008, Galerie Noah, Augsburg, Alemanha
Um Século de Arte Brasileira – Coleção Gilberto Chateaubriand, MASC, Museu de Arte de Santa Catarina, Florianópolis, Brasil

2007
Poder e Afetividade, Galeria Silvia Cintra, Rio de Janeiro, Brasil
Da Visualidade a o Conceito 80-90 Modernos Posmodernos etc, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil
Um Século de Arte Brasileira, Coleção Gilberto Chateaubriand, Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador, Brasil

2006
É Hoje na arte brasileira contemporânea -coleção Gilberto Chateaubriand, Centro Cultural Santander Banespa, Porto Alegre, Brasil
The Image of the Sound: Football, Haus der Kulturen der Welt – St. Elisabeth Kirch, Berlim, Alemanha
Um século de arte brasileira - coleção Gilberto Chateaubriand, Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, Brasil

2005
Transeuntes – América Latina - Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, Brasil
Discover Brazil, Aktuelle Malerei, Skulptur, Installation, Ludwig Museum in Deutschherrenhaus, Koblenz, Alemanha
Piscinas, Silvia Cintra Galeria de Arte, Rio de Janeiro, Brasil
Arte em Metrópolis, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil
Exposição de verão, Silvia Cintra Galeria de Arte, Rio de Janeiro, Brasil

2004
Onde está você, Geração 80?, Centro Cultural do Banco do Brasil, Rio de Janeiro, Brasil

2003
Arte em Diálogo, Artistas do Brasil e da Noruega, Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro, Brasil
Zeitgenössische brasilianische Kunst in Deustchland, Embaixada do Brasil, Berlim, Alemanha
Marcantonio Vilaça - passaporte contemporâneo, Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, Brasil
Grenzsignale - ARCIS-DAAD, Santiago do Chile, Chile

2002
Colecão Metrópolis, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil
Em matéria de Natureza, Maison de l’Amerique latine, Paris, França e ICBRA, Berlim, Alemanha
Solar Grandjean de Montgny, Rio de Janeiro, Brasil
Caminhos do Contempôraneo - 1952/2002 – Paço Imperial, Rio de Janeiro, Brasil
28(+)Pintura, Espaço Virgílio, São Paulo, Brasil

2001
Espelho Cego, Coleção Marcantonio Vilaça, Paço Imperial, Rio de Janeiro e Museu de Arte Moderna, São Paulo, Brasil
Bilderwetter, Kulturring-Berlin, Berlim, Alemanha
Dozenten der Sommerakademie 2001, Künstlerhaus Schloss Nackel, Alemanha
Cristina Canale, Osmar Pinheiro, Sérgio Sister, Galeria A Hebraica, São Paulo, Brasil

1999
Moto Migratório, Rudolf Scharf-Galerie, Ludwigshafen, Alemanha

1998
Arte Brasileira Contemporânea, Künstlerhaus Berlin, Berlim, Alemanha
Moto Migratório, MAC-Ibirapuera, São Paulo, Brasil
Brasilianische Blick- Sammlung Gilberto Chateaubriand, Haus der Kulturen der Welt, Berlim; Luwig Forum für Internationale Kunst, Aachen; Kunstmuseum, Heidenheim, Alemanha
Geração 80, Galeria Marina Potrich, Goiânia, Brasil

1997
Peinture- Trau Deinen Augen, Hausvogteiplatz 2, Fundação Starke, Berlim, Alemanha
8 artistas brasileiros, Universidade de Greifswald, Alemanha

1996
Organicus, Instituto Cultural Brasileiro em Berlim (ICBRA), Alemanha
Galerie Drei, Dresden, Alemanha
Centro de Artes Visuais Tambiá (CAVT), João Pessoa, Brasil
Galeria Valu Ória, São Paulo, Brasil
Museu de Arte de Ribeirão Preto, Brasil
Dialog- Experiências alemãs, Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro, Brasil
Contrapartida, Kunstspeicher Potsdam, Alemanha

1995
Paisagem, Galeria de Arte São Paulo, Brasil
Anos 80, o palco da diversidade, coleção Gilberto Chateaubriand, Galeria de Arte do SESI, São Paulo, Brasil

1994
Images of the 80’ and 90’, Museum of Americans, Washington, D.C., EUA
Exposição Inaugural Galeria 1 / Opening Show of Galeria 1, Rio de Janeiro, Brasil
Papel do Rio, Paço Imperial, Rio de Janeiro, Brasil
The Exchange Show , Center for Arts Yerba Buena Gardens, San Francisco, EUA e Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro, Brasil

1993
Workshop Brasil-Alemanha, Maceió, Alagoas, Brasil
Guignard, a escolha do artista, Paço Imperial, Rio de Janeiro, Brasil
Wiepersdorf 93, Castelo de Wiepersdorf, Alemanha

1992
Branco Dominante, Galeria de Arte São Paulo, São Paulo, Brasil
Eco-art, Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro, Brasil
Avenida Central, MNBA, Rio de Janeiro, Brasil

1991
BR-80, Pintura Brasileira dos anos 80, Fundação Casa França-Brasil, Rio de Janeiro, Brasil
Viva Brasil Viva, Liljevalchs Konsthall, Estocolmo, Suécia
21.Bienal Internacional de São Paulo, São Paulo, Brasil

1990
Arte Moderna Brasileira, Coleção Gilberto Chateaubriand, Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro, Brasil
Olhar Van Gogh, MASP, São Paulo; EAV, Rio de Janeiro, Palácio das Artes de Belo Horizonte, Belo Horizonte, Brasil
Museu de Artes de Brasília, Brasília, Brasil

1989
Novos Valores da Arte Latino Americana, Brasília, Brasil
Canale, Fonseca, Milhazes, Pizarro, Zerbini, MAC-Ibirapuera, São Paulo, Brasil
Museu Municipal de Arte de Curitiba, Curitiba, FUNART, Rio de Janeiro, Brasil

1987
Novos Novos, Galeria de Arte do Centro Empresarial Rio, Rio de Janeiro, Brasil

1985
Velha Mania, desenho brasileiro, EAV, Rio de Janeiro, Brasil

1984
Como vai você?, geração 80, EAV, Rio de Janeiro, Brasil

Coleções Públicas

Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), coleção Gilberto Chateaubriand, Brasil
Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC-Nietrói), coleção João Sattamini, Brasil
Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil
Itaú Cultural, São Paulo, Brasil
Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-SP), Coleção Marcantonio Vilaça, Brasil
Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto, Brasil
Coleção Metrópolis-TV Cultura, São Paulo, Brasil
Jornal O Globo, Rio de Janeiro, Brasil
Coleção da Stadt Sparkasse Frankfurt Oder, Frankfurt Oder, Alemanha

Exposições Individuais

2014
"Entre o ser e as coisas", Galeria Nara Roesler, São Paulo.
"Spiegel und Erinnerung", Galerie Atelier III, Barmstedt, Alemanha.
"Entremundos", Paço Imperial, Rio de Janeiro.

2013
"Progonista e Domingo", Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto,  São Paulo.
"Protagonisten", Galerie P-13, Heidelberg, Alemanha.

2012
"Pars Pro Toto", Galeria Silvia Cintra+box4, Rio de Janeiro, Brasil.
Galerie Schmalfuß, Marburg, Alemanha.
Bolsa de Arte, Porto Alegre, Brasil.

2011
"Sem palavras", Galeria Nara Roesler, São Paulo.
Galeria Marcelo Guarnieri, Ribeirão Prêto, São Paulo.

2010
"Cristina Canale - Arredores e Rastros", MAM-RJ, Rio de Janeiro.

2009
"Contos", Galeria Sílvia Cintra, Rio de Janeiro.

2008
"Mondo cane", Galeria Nara Roesler, São Paulo.

2007
"Cenas", Galeria Baginski, Lisboa.
Instituto Tomie Ohtake, São Paulo.
"Caiçaras", Bolsa de Arte, Porto Alegre.
Galerie van der Mieden, Antuérpia, Bélgica.

2006
"Banhistas", Galeria Sílvia Cintra, Rio de Janeiro.
Copa da Cultura Embaixada do Brasil, Berlim.

2005
"Arredores", Galeria Nara Roesler, São Paulo.

2004
Galerie Schmalfuß, Marburg, Alemanha.
Museum Theo Kerg, Schriesheim, Alemanha.

2003
"Rastros", Paço das Artes, São Paulo.
Paraísos, Galeria AM, Belo Horizonte.

2002
"Áreas de lazer", Galeria Anna Maria Niemeyer,
Rio de Janeiro.

2001
Galeria Marina Potrich, Goiânia.
"Wohnzimmer und andere Gemutlichkeiten"
Kunstverein Genthiner Elf, Berlim.

2000
"Grenzenlos" (com Rolf Behm), Städtisches Museum
Eisenhuttenstadt-Furstenberg, Alemanha.
"Amor proibido", Paço Imperial, Rio de Janeiro.

1999
Kunstverein, Bretten, Alemanha.
"Interiores", Galeria de Arte São Paulo, São Paulo.
"Sem fronteiras" (com Rolf Behm), Palácio das Artes, Belo Horizonte.

1998
Kunst im Stift, Koblenz, Alemanha.
"Flutuantes", Galeria Anna Maria Niemeyer, Rio de Janeiro.

1995
"De cisnes, folhagens e ornamentos", Paço Imperial, Rio de Janeiro.
Galeria Anna Maria Niemeyer, Rio de Janeiro.
Galeria de Arte São Paulo, São Paulo.

1992
Galeria de Arte São Paulo, São Paulo.

1990
Galeria de Arte São Paulo, São Paulo.

1989
Pasárgada Arte Contemporânea, Recife.

1987
Galeria de Arte do Centro Empresarial Rio, Rio de Janeiro.

1985
Galeria Contemporânea, Rio de Janeiro.


Exposições Coletivas

2014
"Adensamento e expansão", arte contemporânea no acervo CCUFG, Centro Cultural UFG, Goiânia.
"Figura Humana", Caixa Cultural, Rio de Janeiro.
"Prática portátil", Galeria Nara Roesler, São Paulo.

2013
"Espelho d'água", coleçãoparticular.com, São Paulo.
"Land der Zukunft", Lichthof - Auswärtiges Amt, Berlim, Alemanha.

2012
"Além da forma" Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto, São Paulo.

2011
"O Colecionador de Sonhos", Instituto Figueiredo Ferraz,  Ribeirão Preto, SP.
6ª Bienal de Curitiba, Curitiba, SP.
Hundesalon, galerie Bengelsträter, Düsseldorf, Alemanha

2010
1ª Mostra do Programa de Exposições de 2010, CCSP, São Paulo.
Galeria Marcelo Guarnieri, Ribeirão Prêto, São Paulo.

2009
"Dentro do traço, mesmo", Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre.

2008
"Positionen 2008", Galerie Noah, Augsburg, Alemanha.
"Um século de arte brasileira - Coleção Gilberto Chateaubriand", Museu de Arte de Santa Catarina, Florianópolis.

2007
"Poder e afetividade", Galeria Sílvia Cintra, Rio de Janeiro.
"Da visualidade ao conceito 80-90: Modernos pós-modernos etc.", Instituto Tomie Ohtake, São Paulo.
"Um século de arte brasileira - Coleção Gilberto Chateaubriand", Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador.

2006
"É hoje na arte brasileira contemporânea - Coleção Gilberto Chateaubriand", Centro Cultural Santander Banespa, Porto Alegre.
"The image of the sound: football", Haus der Kulturen der Welt St. Elisabeth Kirche, Berlim.
"Um século de arte brasileira - Coleção Gilberto Chateaubriand", Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo e Museu Oscar Niemeyer, Curitiba.

2005
"Transeuntes - América Latina", Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo.
"Discover Brazil", Aktuelle Malerei, Skulptur, Installation, Ludwig Museum im Deutschherrenhaus, Koblenz, Alemanha.
"Piscinas", Sílvia Cintra Galeria de Arte, Rio de Janeiro.
"Arte em metrópolis", Instituto Tomie Ohtake, São Paulo.

2004
"Onde está você, Geração 80?", Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro.

2003
"Arte em diálogo - artistas do Brasil e da Noruega", Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
"Zeitgenössische brasilianische Kunst in Deustchland", Embaixada do Brasil, Berlim.
"Marcantonio Vilaça - passaporte contemporâneo", Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, São Paulo.
"Grenzsignale", ARCIS-DAAD, Santiago do Chile.

2002
"Coleção Metrópolis", Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo.
"Em matéria de natureza", Maison de l'Amérique Latine, Paris;
ICBRA, Berlim; Solar Grandjean de Montigny, Rio de Janeiro.
"Caminhos do contemporâneo - 1952-2002", Paço Imperial, Rio de Janeiro.
"28(+)pintura", Espaço Virgílio, São Paulo.

2001
"Espelho cego", Coleção Marcantonio Vilaça, Paço Imperial, Rio de Janeiro; Museu de Arte Moderna, São Paulo.
"Bilderwetter", Kulturring-Berlin, Berlim.
"Dozenten der Sommerakademie 2001", Künstlerhaus Schloss Nackel, Alemanha.
"Cristina Canale, Osmar Pinheiro, Sérgio Sister", Galeria A Hebraica, São Paulo.

1999
"Moto migratório", Rudolf Scharf-Galerie, Ludwigshafen, Alemanha.

1998
"Arte brasileira contemporânea", Künstlerhaus Berlin, Berlim.
"Moto migratório", MAC-Ibirapuera, São Paulo.
"Der brasilianische Blick - Sammlung Gilberto Chateaubriand", Haus der Kulturen der Welt, Berlim;
Luwig Forum fur Internationale Kunst, Aachen; Kunstmuseum, Heidenheim, Alemanha.

"Geração 80", Galeria Marina Potrich, Goiânia.

1997
"Peinture - Trau Deinen Augen", Hausvogteiplatz 2, Fundação Starke, Berlim.
"8 artistas brasileiros", Universidade de Greifswald, Alemanha.

1996
"Organicus", Instituto Cultural Brasileiro em Berlim (ICBRA);
Galerie Drei, Dresden, Alemanha; Centro de Artes Visuais Tambiá (CAVT), João Pessoa; Galeria Valu Ória, São Paulo; Museu de Arte de Ribeirão Preto, Brasil.
"Dialog - experiências alemãs", Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
"Contrapartida", Kunstspeicher Potsdam, Alemanha.

1995
"Paisagem", Galeria de Arte São Paulo, São Paulo.
"Anos 80 - o palco da diversidade", Coleção Gilberto Chateaubriand, Galeria de Arte do SESI, São Paulo.

1994
"Images of the 80 and 90", Museum of Americans, Washington, D.C.
Papel do Rio, Paço Imperial, Rio de Janeiro.
"The exchange show", Center for Arts Yerba Buena Gardens,  São Francisco, EUA; Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro.

1993
"Workshop Brasil-Alemanha", Maceió.
"Guignard a escolha do artista", Paço Imperial, Rio de Janeiro.
"Wiepersdorf 93", Castelo de Wiepersdorf, Alemanha.

1992
"Branco dominante", Galeria de Arte São Paulo, São Paulo.
"Eco-art", Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
"Avenida Central", Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.

1991
"BR-80, pintura brasileira dos anos 80", Fundação Casa França-Brasil, Rio de Janeiro.
"Viva Brasil viva", Liljevalchs Konsthall, Estocolmo.
21ª Bienal Internacional de São Paulo.

1990
"Arte moderna brasileira - Coleção Gilberto Chateaubriand",  Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro:
"Olhar Van Gogh", Museu de Arte São Paulo, São Paulo;
Escola de Artes Visuais, Rio de Janeiro;
Palácio das Artes  de Belo Horizonte; Museu de Artes de Brasília, Brasília.

1989
"Novos valores da arte latino-americana", Brasília.
"Canale, Fonseca, Milhazes, Pizarro, Zerbini", Museu de Arte Contemporânea Ibirapuera, São Paulo; Museu Municipal de Arte de Curitiba; Funarte, Rio de Janeiro.

1987
"Novos novos", Galeria de Arte do Centro Empresarial Rio,  Rio de Janeiro.

1985
"Velha mania, desenho brasileiro", Escola de Artes Visuais,  Rio de Janeiro.

1984
"Como vai você, geração 80?", Escola de Artes Visuais, Rio de Janeiro.

 

Exposições Públicas

Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), Coleção Gilberto Chateaubriand, Brasil.
Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC-Niterói) Coleção João Sattamini, Brasil.
Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil.
Itaú Cultural, São Paulo, Brasil.
Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP), Coleção Marcantonio Vilaça, Brasil.
Coleção Metrópolis - TV Cultura, São Paulo, Brasil. 
Jornal O Globo, Rio de Janeiro, Brasil.
Coleção Stadt Sparkasse Frankfurt Oder, Alemanha.

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Seguir contando
Jacopo Crivelli Visconti - 2011

O casamento é no campo, o noivo não chega. A noiva, de braços cruzados, olha para longe, imóvel, enquanto o vento levanta seu véu e seu vestido, deixando à vista tornozelos firmes e sapatos pretos. Ao lado dela, outra mulher a acompanha na espera, no que parece ser um vestido florido, mais curto que o da noiva, e menos sensível aos caprichos do vento, tanto que quase não se mexe, apenas se levanta fugazmente, e volta a cair. Essa rigidez do vestido sugere um tecido grosso, áspero e acabado sem excessivos requintes. É um vestido de festa, mas de muitas festas, um dos poucos no armário da irmã da noiva (deve ser a irmã: os mesmos cabelos pretos, os mesmos tornozelos fortes e bem plantados no chão, a mesma cor de pele). Perto delas, mas longe o suficiente para deixar claro para todos que não se sente parte do grupo, a filha pré-adolescente da irmã da noiva (nesse caso, são os chifres a sugerir uma relação) observa-as, ou talvez olhe apenas na direção em que elas por acaso se encontram, mas para bem longe, muito além delas. Também é possível que, apesar de tudo, não sejam mesmo irmãs, apenas vizinhas . Moram perto dali, atrás do muro bege, em casas geminadas. Vieram até aqui para entender o que estava acontecendo: a menina, que agora se acalmou e fica olhando para o chão, chorava, não conseguia se explicar, as duas saíram de casa apressadas, sem pegar casaco, e agora tentam proteger-se do frio cruzando os braços, mas não está adiantando muito, e elas continuam sem entender. A menina vez por outra murmura algo quase incompreensível, fragmentos de uma história, ou de um sonho: uma mexicana que segurava uma flor vermelha (uma gérbera, será que ela disse mesmo gérbera?), a mão de um menino que, emergindo de algum lugar, roubava um balão laranja. Talvez fosse o balão da menina, e por isso ela chorava. Ou talvez fosse medo mesmo, medo dessas vozes que ela não para de ouvir…

As pinturas recentes de Cristina Canale, se com recente entendemos as produzidas ao longo da última década, são cheias de histórias assim, que começam e não terminam, que criam atmosferas, colocam as premissas, introduzem os personagens e param. A presença recorrente de manchas de cor que, assim como podem vir a representar elementos reconhecíveis também podem ficar amorfas, e alguns toques surreais, bem exemplificados pelos chifres das que imaginamos ser a irmã da noiva e sua filha, transportam-nos para um universo onírico, fabuloso. As histórias contadas por essas telas não estão necessariamente comprometidas com a realidade do jeito que a conhecemos, poderiam derreter-se a qualquer momento, dissolver-se em algo irreconhecível. Essa dissolução latente é a ameaça que paira, como uma morte anunciada, sobre todos os personagens das histórias de Cristina Canale. A crítica tem analisado esse embate entre a figuração e a abstração nas suas pinturas, geralmente, de um ponto de vista formal e, mais especificamente, cromático, como se tudo se reduzisse a uma questão pictórica, quase autorreferencial. Essa leitura, mesmo que indiretamente, situa esses trabalhos na linhagem pictórica modernista, que entendia o quadro como um espaço autossuficiente, em que as cores e as formas remetem apenas a si mesmas, sem nenhum desejo de reproduzir algo externo, consequentemente tendendo a enfatizar e escancarar as caraterísticas fundamentais da pintura (bidimensionalidade, matéria da tinta etc.), que em outras épocas eram vistas como obstáculos a ser superados, mimetizando-os até fazê-los desaparecer. E, de fato, as telas de Cristina Canale são abertamente “pinturas”, no sentido que não aspiram a ser confundidas com janelas abertas, por onde o espectador estaria observando o mesmo mundo que o rodeia, para recorrer à célebre metáfora de Leon Battista Alberti. Isto é, sua figuração não tem nenhuma ambição mimética.

Por outro lado, é necessário ir além de uma leitura apenas formalista: nas telas de Cristina Canale existe, colocada com a mesma clareza e mantida num estado de suspensão e indefinição análogo ao que caracteriza a luta entre abstração e figuração, um impasse da narrativa, que oscila entre a construção de histórias reconhecíveis e quase convencionais em sua aparente linearidade (um casamento, uma visita ao zoológico com a neta, uma aula de violino etc.) e o abismo de um mergulho sem volta na afasia da pura cor; entre premissas claras, principalmente no que diz respeito à maneira como as cenas e os personagens são construídos, e a interrupção abrupta das histórias que a artista, consciente e até programaticamente, escolhe não desenvolver para além dessas premissas. Se essa correspondência entre forma e conteúdo é evidentemente coerente, ela instaura também um curto-circuito crítico, no sentido de que, se, como vimos, as premissas pictóricas poderiam ser consideradas ainda inscritas na tradição modernista, a narrativa fragmentada, onírica e, em última instância, indecifrável coloca-nos em cheio no âmbito da pós-modernidade. Apesar de acadêmica, a contraposição entre os aspectos “modernistas” e “pós-modernistas” desses trabalhos tem o mérito de evidenciar a complexidade de uma obra que está longe de encerrar-se em questões formais ou técnicas. De fato, a análise do caráter truncado das histórias, e a maneira como, apesar disso, a obra de Cristina Canale não se furta a seguir contando algo, permite imaginar que o estímulo para a criação surja, para ela, exatamente do desejo de contar histórias. Dito de outra forma, cabe imaginar que as formas à beira da dissolução, o inacabado que distingue essas telas, constituam o recurso encontrado pela artista para contar suas histórias da maneira que lhe parece mais adequada (ou, de acordo com os mais fervorosos teóricos da pós-modernidade, a única maneira ainda possível). Se aceitarmos essa interpretação, eis que o estilo tão pessoal dessas pinturas deixa de ser apenas um capricho, uma solução meramente estética, para tornar-se uma escolha quase ontológica, uma declaração de poética. Os personagens que a artista nos apresenta não emergiram do magma de cor apenas para preencher as telas ou para transformar uma vocação abstracionista em figuração: pelo contrário, cada elemento representado tem uma função a cumprir, contribuindo para o equilíbrio do conjunto. O cerne dessas pinturas não deve ser buscado (ou não exclusivamente) no embate entre figuração e abstração, mas sim nas histórias que contam e, mais ainda, na maneira como elas são contadas.