Frans Krajcberg

1921
Nascido em 12 de abril em Kozienice (Polônia) de uma família de comerciantes pobres, Krajcberg é o terceiro dos cinco filhos: dois irmãos e duas irmãs.

    "Criança eu já me isolava nas florestas, não tinha nem a consciência nem o sentimento da natureza. Não sabia se eu sonhava ou se eu… Era aí o único lugar onde eu podia me questionar. Criança eu sofri muito do racismo cruel dado pela religião: estes fanáticos não admitiam outra coisa. Eu me perguntava onde eu tinha nascido, por que lá e não num país onde poderia ter sido menos detestado. Por que nasci nesta cidade onde não tenho direitos iguais aos outros. Minha mãe militava, e sempre foi encarcerada. Eu participei a tudo isso. Eu tinha paixão por minha mãe. Aos treze anos eu comecei a me interessar a politica e a ter vontade de pintar só que não tínhamos dinheiro para o papel. Isto me deixou uma marca."

1939
Preso pela guerra em Czestochava, perto da fronteira alemã, ele volta à Kozienice sem achar a sua família. Ele mesmo encarcerado, se evadiu e entrou no Exército Vermelho parado na Vistule, depois Anilewich que levará à insurreição do Gueto de Varsóvia em Vilnilis. Krajcberg dirigiu-se para Romênia mas o frio na estrada fez com que ele foi hospitalizado em Minsk. Aí ele começa a pintar durante a sua convalescência.

1940-41
Krajcberg foi enviado na Escola de Belas Artes de Vitebsk: a escola estava saturada. Ele entra então na escola de Leningrad e paralelamente faz estudos de engenheiro.

1941-45
O Reich ataca a URSS. Krajcberg entra no primeiro exército polonês Anders enviado em Tachkent. Depois ele entra no segundo exército polonês Vanda Vassilevska e é aí oficial na construção dos pontes, no fogo até o fim: Varsóvia, Berlin.

1945
Toda sua família pereceu no holocausto. Krajcberg vai embora e joga for a, por cima da fronteira da Checoslováquia, suas medalhas de Staline e chega à Stuttgart na casa do Baumeister.

    "Lá eu aprendi tudo sobre o "Bauhaus", sobre os grandes movimentos da arte moderna: se discutia de Cubismo, do Cézanne… das interdições nazis. Eu assisti às exposições do Bauhaus, dos expressionistas. Eu até vi as pinturas do Hitler! Visitei Nolde no seu ateliê frente ao mar. Ele também tinha sofrido por causa dos Nazis. Depois de tudo que eu vivi eu me sentia mais perto do Expressionismo do que do Concretismo. Até com Baumeister nunca senti o Concretismo, intelectual demais para mim. Mas o ensino de Baumeister era aberto, estimulante e generoso. Ele seguia o espirito do Bauhaus e nos levava à todas as técnicas. Para ajudar os estudantes, Bausmeister criou um prêmio que pagou do seu próprio bolso. Eu ganhei esse prêmio duas vezes. Ele me convidava na casa dele e me aconselhava de ir para Paris. Ele me confiou uma carta de recomendação para Léger. Léger ficou muito contente de receber notícias do seu amigo."

1947
Paris o atrai mas não o alimenta. Chagall, cuja a família ele conhecia em Vitebesk, o ajudou até a sua ida para o Brasil.

1948-51
Do Rio ele foi para São Paulo onde Francisco Matarazzo abriu o Museu de Arte Moderna. Depois de ter encontrado Krajcberg numa exposição, Francisco Matarazzo o contrata como gerente de manutenção. Krajcberg freqüenta os pintores autodidatas da Família Artística Paulista. Mario Zanini o convida para entrar no ateliê de Osir Arte onde ele executa os azulejos encomendados à Portinari para as grandes realizações arquiteturais do modernismo. Ele trabalha aí com Mario Zanini, Volpi e Cordeiro que será um dos fundadores do Concretismo em 1952.

1951
Krajcberg dirige as obras da Primeira Bienal de São Paulo onde Max Bill foi consagrado grande prêmio. No momento em que os concretistas brasileiros vão se reconhecer em Max Bill, Krajcberg, com pecúlio no bolso, vai se isolar para pintar em Itanhaém, uma aldeia do litoral, numa casa do Mario Zanini onde se encontram regularmente com Volpi. Esse período monocromo e cinza inspirado da paisagem está exposto no MAM. Krajcberg não vende nada. Conseqüência da guerra, da miséria material, a vida em São Paulo é parada e vira mais dura que as batalhas: - "eu perdi toda identidade moral".

1952
Ele se confia à Lasar Segall que compra um desenho dele e o manda para a papelaria administrada pela família Klabín em Monte Alegre (Paraná). Krajcberg é engenheiro desenhista. É seu primeiro contato com a natureza brasileira.

1954
Deixando a papelaria, ele se isola para pintar na floresta. Ele se sustenta pelo artesanato de ceramista: olarias, azulejos, estátuas pequenas. Ele pinta seu auto-retrato, naturezas mortas e já alguns vegetais. Ele abandona a monocrômica cinza.

    "Desde que eu deixei Stuttgart, eu era um homem perdido. Moralmente eu caia não sabia mais me segurar. Odiava os homens. Fugia deles. Levei anos para entrar na casa de alguém. Eu me isolava completamente. Eu bebia, fumava muito. Mas isolado por isolado por que viver? A natureza soube me dar a força e me deu o prazer de sentir, pensar e trabalhar. Sobreviver. Eu andava na floresta e descobria um mundo desconhecido. Descobria a vida. A vida pura. ser, mudar, continuar, receber a luz, o calor, a humidade. A verdadeira vida: quando eu estou na natureza, eu penso com a verdade verdadeira, eu falo com verdade, me pergunto com verdade. Quando eu olho para ela eu sinto como tudo isso se movimenta: nasce, morre, a continuidade da vida. Eu tinha construído minha casa na floresta. Um gato selvagem tinha me adotado. Eu colecionava orchidias. Eu tive com certeza a maior coleção de orchidias do Brasil. Mas o sol era sempre vermelho e o céu nunca azul. Tinha fumaça dia e noite. Um dia me convidaram no norte do Paraná. As árvores eram como os homens calcinados durante a guerra. Não agüentei. Troquei minha casa por um bilhete de avião para o Rio de Janeiro."

1956
No Rio, ele partilha com Franz Weissman o ateliê que lhes emprestam a família Camargo. Franz Weissman busca nas suas esculturas concretistas a estrutura do vazio. Krajcberg pinta suas "samambaias" (1956-58) que são reminiscências do Paraná. Paisagismo abstrato dos buracos de luz abrindo o raio linear sido obtuso pela densidade vegetal. São essas pinturas que ele expõe na Bienal de São Paulo em 1957.

1957
Krajcberg, em detrimento do Concretismo, leva o prêmio do melhor pintor brasileiro durante a bienal que consagra Pollock seu grande prêmio. De repente célebre, ele vende suas telas e vai à Paris.

1958
Em Paris, Krajcberg se interessa avidamente pelo debato intelectual e artístico do fim dos anos 50, a guerra da Argélia, a crise da Escola de Paris e a polêmica sobre a Abstração. Ela para de pintar, faz colagens e xilogravuras sobre papel japonês. Ele realiza suas primeiras impressões diretas sobre madeira, seguindo uma técnica de papel modelado que também usam Hajdu e Krasno.

    Eu tive muita sorte quando cheguei em Paris porque pude aí sobreviver. Tive alguns colecionadores. Aqueles que compravam de mim, sobretudo os Ingleses. Vendi à Rosa Fried para a sua galeria de Nova York todas as guaches que eu tinha feito no meu quarto de hotel. Tinha sobretudo aqueles com quem eu trocava minhas telas para comer, os restaurantes: a Coupole e na frente, o húngaro Patrick. Na Coupole eu encontrei com Sartre e Giacometti que eu admirava muito. Eu o admiro ainda sempre. É o último que tenha feito alguma coisa da figura humana: ele concentra toda a sua expressão realizando suas pequenas caras. Em Paris se falava sobretudo do Tachismo: Soulages, Hartung, o gesto. Eu assisti à morte do Tachismo. Paris estimula mas eu me sentia ai perdido. Tinha parado de pintar. Já no Rio a terebintina me intoxicava. Eu fugi para trabalhar, fui para Ibiza. Lá tive pela primeira vez a necessidade de sentir a matéria e não a pintura. Eu fiz marcas das terras e das pedras. Depois peguei diretamente a terra colando-a. Parece com uma sorte de Tachismo. Mas não é. Não é uma pintura lançada. Não há um gesto pictural. São impressões, extratos. Pedaços de natureza. Depois não pude mas trabalhar em Paris: onde achar minhas terras? Mas tarde, quando eu deixei Ibiza para Minas, trazia minhas madeiras do Brasil à Paris, isso até 1967. Mas sempre me faltava um pedaço. Depois senti isso tudo falso, trazer madeira de Minas até Paris era fazer escultura para fazer escultura, porque a sociedade tinha definido isso assim. Mas, e na realidade? É tudo o oposto de mim. Eu quero mostrar as possibilidades que oferece a natureza. A natureza precedeu o Tachismo e todas as convenções da arte. Se o homem imita a natureza sem saber porque é sua historia. A natureza existe além disso.

1959
Em Ibiza onde ele ia regularmente até 1964, ele começa suas fotografias da natureza. Ele realiza suas primeiras impressões de rochedos e "terras". Ele faz suas primeiras telas de terras e suas primeiras "telas de pedras" (1959-67). Daqui em diante, segundo o que diz Restany que ele encontra esse ano, a natureza vem a ser seu ateliê…seu estudo e seu médium. Impressões diretos, reuniões ou tratamento cenográfico das matérias naturais, seu trabalho fez de Krajcberg o precursor marginal da Arte pobre e do Land Art. O ano 1959 foi também o ano da sua primeira viagem para a Amazônia.

1960
Ele expõe seus trabalhos feitos em Ibiza na galeria do XXI Século, onde San Lazzaro o contratou. Dubuffet que ele admira, aprecia suas matérias. Braque vem a ser amigo e mentor. Eles colaboram para duas litografias. Braque integra uma delas dentro da sua ultima tela, ultimo "papel colado" do inventor da técnica. Krajcberg freqüenta por resto a guarda avançada do Novo Realismo cuja a Declaração Constitutiva foi redigida por Pierre Restany em outubro 1960. As pesquisas do Op'Art e do Cinetismo o interessam também. Simultânea às obras dos novos realistas e recorrendo como eles à apropriação, a obra do Krajcberg se afasta das outras, tão na escolha como no sentido. Segunda natureza dos artefactos na modernidade urbana dos Novos Realistas. Natureza naturante cuja a alternativa estética sera proposta por Krajcberg para sair da crise da arte. Nesse ano 1960, Krajcberg é consagrado cidadão de honra da cidade do Rio de Janeiro da qual ele recebe as chaves.

    Eu gostei da insolência e da liberdade dos Novos Realistas. Eles queriam sair da máquina formal do Abstrato sem recair no figurativo. Eles queriam se livrar dos gestos da pintura e eles ousaram o gesto de mostrar. Mostrar o que? A natureza das cidades. Os cartazes desgrudados de Hainz, as máquinas de Tinguely, as acumulações industrias de Arman, as compressões de César, estes eram a natureza das cidades. Mas dentro das cidades tem também as luzes e os movimentos. É por isso que a Op'Art me interessou. O artista não deve só ir para a natureza mas também participar á sua época. A nossa viu a terceira revolução industrial, a da eletrônica. Como conviver com a eletrônica e continuar a pintar homens? Isso foi feito. O que podemos fazer a mais? Hoje em dia, a representação humana serve a publicidade e a imagem eletrônica. Hoje, o homem na arte é o artista, portanto o que ele exprime. O artista vive na sociedade e exprime o que ele vive. O parque fez esse percurso: ele acompanhou a revolução eletrônica. Mas essa segunda natureza das cidades não é a minha. Por isso nunca procurei a entrar no grupo dos Novos Realistas que eu conhecia bem. Eu pertenço á minoria que sabe da importância da natureza no futuro dos homens, e meu trabalho o exprime.

1961
San Lazzaro que tenta opor o pensamento europeu das estruturas da matéria ao delírio do Action Painting nova-iorquino, inclui krajcberg na sua exposição "Le Relief". Krajcberg viaja pela segunda vez á Amazônia.

1964
Com seus quadros de Terras e Pedras ele conseguiu o premio da cidade de Veneza na Bienal onde Rauschenberg é consagrado grande premio. Convidado para Minas por Juko Mendonça, Krajcberg volta ao Brasil. É o deslumbramento frente a cor das terras e formas vegetais. Ele instala seu ateliê junto ao pico do Litabarito, nos campos de minerais de ferro cujas terras são de pigmentos puros. Apesar de continuar pintando os quadros de pedras e terras, ele realiza as suas primeiras esculturas e suas primeiras macrofotografias. A macrofotografia lhe traz as formas invisíveis. Suas esculturas são madeiras secas colhidas tal qual, como as pedras dos artistas Zen do século Kyoto. Krajcberg acentua as formas com manchas coloridas de terras.

    As montanhas estavam tão lindas que fiquei dançando. Elas mudam do preto ao branco por meio á todas as cores. As ondas convulsivas da vegetação crescendo nas rochas me encantavam. Eu estava deslumbrado de tanta beleza e me perguntava como fazer arte tão lindo. Nos no sentimos pobre frente a essa riqueza. Ela me angustiava e me amedrontava. Minha obra é uma grande luta amorosa com a natureza. Eu podia mostrar um fragmento desta beleza. E o fiz. Mas não posso repetir este gesto no infinito. Como conseguir fazer meu este pedaço de madeira? Como exprimir a consciência disso? Onde está a minha participação nesta vida que me inclui e me ultrapassa? Até agora eu não dominei a natureza. Aprendi a trabalhar com ela. Ela é minha cultura, não a mundana mas também nem a primitiva. Consegui minha riqueza e experiência graças a ela. Suas formas ficaram minhas. Eu faço o melhor para alargar a sensibilidade e a consciência social sem forçar muito. Eu mudei na minha obra quando precisei. Eu mudei? Não. Eu achei uma outra natureza. Cada vez que mudei de lugar, minha obra mudou, não eu: comecei a sofrer de modo diferente. Observava, queria captar a natureza sofrida. Comecei a fotografar para ver melhor, de mais perto, além do olhar. Descobri a cor, as terras de puro pigmento, as cores que são de matérias. Há centenas, ocre, cinza, marrom, verde, uma escala imensa de vermelhos. Desde 1964, todas minhas cores vêm de Minas e tenho uma grande reserva em Nova Viçosa. São terras que apanho no chão ou pedras que quebro com martelo e trituro mais ou menos finas segundo o que quero dar á matéria. Eu provavelmente chamei a atenção sobre as terras no Brasil. Os artistas têm razão de usa-las. Não há porque privar-se delas! Eu apanhava madeiras mortas nos campos mineiros e fiz as minhas primeiras esculturas dando a elas cores de terras. Queria dar-lhes uma outra vida. Era meu período ingênuo e romântico.

1965
A Idea de Nova Viçosa veio de uma discussão com o arquiteta Zanine no Deux Magots em Paris. Krajcberg entra no projeta de uma comunidade pluridisciplinar que reunia artistas e intelectuais tão vários quanto o arquiteta Oscar Niemeyer e o cantor chico Buarque de Holanda.

1966
Krajcberg e Zanine vão á Nova Viçosa. Seduzido por esta floresta a beira mar, Krajcberg começa a construção de seu primeiro ateliê (ateliê fechado, vidros e madeira) segundo planos de Zanine.

    Quando vi os (paletuviers) fiquei impressionado. "Venho do Tachismo, venho do Abstrato de Paris, e como captar o movimento deste paletuvier?" Como captar a vida destas formas, as suas variedades, suas mudanças e vibrações? "Soto conseguiu no "penetrable" que ocupava o adro do MAM (Paris 1972). Nesta vibração branca eu reencontrei a floresta amazônica.

Krajcberg e Zanine orientam o projeto da comunidade para uma abertura aos artistas anônimos da madeira, corrente importante da arte popular brasileira. Cada um, com seu próprio gênio, um arquiteta, outro escultor, encarna a expressão mais fiel deste material, numa mesma estética: a recusa á uniformidade "tecnocrata" do Estilo Internacional como única expressão a modernidade. Eles opõem a este nivelamento universal do imaginário, uma invenção de formas a partir dos materiais locais. O brasil, por excelência, a madeira. O enraizamento na matéria e a memoria ativa, se aparentam á sensibilidade do Tropicalismo que envolve então as arte: o Tropicália d'Oiticica é de 1967. Ele reata também com um aspeto do Modernismo: Pau Brasil/ Madeira Brasil de Oswaldo de Andrade é de 1924, o nome Brasil tem em si mesmo um nome de madeira. Mas a utopia do que poderia ter sido um Monte Veritá gira curto. Krajcberg fica sozinho em Nova Viçosa.

1967
Em Paris, Krajcberg desenvolve a sua visão de Minas: deixando de lado os seus quadros de madeira, ele começa as muralhas monocrômicas com sombras recortadas (1967-82). São montagens de madeiras naturais (lianas ou raízes de paletuviers e madeiras recortadas, igualmente tingidas pelas terras. Nas primeiras obras, o recorte opõe uma geometria dura construtiva ou concretista, ao barroco das linhas naturais. Depois o recorte segue a sombra levada pelas madeiras naturais que projeta, igual a uma épura, a iluminação lateral. A obra prima disto é o muro monocromo branco ocupando o salão da TV Manchete no Rio (arquiteto: Niemeyer).

    Eu tive esta idéia em Minas, mas foi em Paris que fiz as minhas primeiras sombras projetadas. Eu queria estourar o quadrado, sair do quadro. Tinha inúmeras razões para isso. A natureza ignora o quadrado: o movimento gira. A matéria se organiza em formas construtivas, isto se vê nos cristais das pedras ou nas células da pele, mas estas estruturas se movimentam: a pele sua. Nenhuma criança desenha um quadrado antes de receber uma régua: seu traço vibra. A vida não é quadrada. O mundo muda cada dia. A vida não tem formas fixas. A abstração do quadrado acompanhou as revoluções do inicio do século, como o Expressionismo acompanhou a miséria. Eu sempre tive uma sensibilidade expressionista e nunca me achei no Concretismo, nem no Brasil, nem em Baumeister. Desde Stuttgart, eu não queria a arte pela arte e o jogo vazio de declinar o quadrado dentro do quadrado não me inspirou. Eu queria achar novas forma. A natureza me oferecia milhares. Meus primeiros relevos eram demonstrativos;: reunia as madeiras naturais á plantas geométricas. Depois trabalhei as sombras projetadas. Trabalhava de noite com lâmpadas, projetando a sombra sobre um pedaço de madeira. Isto pode ser feito de dia esperando as mudanças do sol. Monet captou maravilhosamente a natureza mas como pintor. Matisse também nos seus papeis recortados. Mas no seu recorte, ele procurava o objeto não a sombra. Mas tesouras ou maquina o procedimento não é o mesmo. Eu devo mais ás madeiras recortadas de Arp do que aos papeis recortados de Matisse. E admirava muito Magritte. O seus "sapatos que viram pés descalços", é uma obra prima. A minha procura, consistia em experimentar iluminações para escolher uma sombra. Tem infinidade. Nenhum homem fez a mesma sombra e a sombra do mesmo homem sempre muda. Tem sombras complicadas, confusas. A escolha não é fácil. Eu queria unificar o objeto á sua sombra. Eu procurava reencontrar o objeto dentro de sua sombra. Eu procurava para a natureza uma possibilidade de renascer á vida da arte, juntando-se á formas diferentes nas captadas por ela. A sombra projetada dava-lhe mais uma forma. Era a minha participação. As formas empunham a cor. Talvez aquele que a deixava mais legível na luz. A monocromia reunia elementos diversos. Eu queria evitar a policromia natural, pois as madeiras eram diferentes. A policromia teria feito dela pinturas, isto eu não queria. Eu procurava saber como se transforma um objeto quando entra numa outra família. Como se unem objetos heterogêneos.

1969
Krajcberg está convidado á exposição Arte e Matéria em Montreal.

1972
Doravante, Krajcberg trabalha em Nova Viçosa. Ele realiza suas primeiras madeiras polidas (1972). São montagens tridimensionais de madeiras achadas das quais, depurando a envelope, saiam as linhas. Essas abstrações naturais continuam dentro do espirito das sombras recortadas: muito esvaziadas, arvores ocas ou paletuviers, armadilhas para a luz devoradas pela luz. A madeira está reduzida ao desenvolvimento de sua linha arquitetônica dentro do espaço. É a destruição pela luz.
    
Em Nova Viçosa, ele desenha o plano de seu estúdio na arvore, ao lado de uma escultura "Memoria da Destruição" totem oco em cilindros que se enrolam um no outro. As duas obras designam o centro da propriedade que Krajcberg, numa economia convivial da floresta, investiu igual á um índio. Do lado mar, sobre a duna, o lugar onde ele expõe as esculturas que acaba de terminar para fotografá-las contra dia frente ao oceano. É como se o mar as tinha trazido.

1974
Suas marcas na areia são moldes de gesso com contrato direto com a praia á maré baixa. O que permite a ele de tirar estampagens de papel branco.

1975
Os debates levantados por sua exposição no CNAC (Paris) os deixam pensar que ele deve não somente mostrar, mas também defender a natureza ameaçada pela extensão da planeta da terceira revolução tecnológica.

    Mexia em mim. Uma diligência continuava. Os debates no CNAC a deixaram clara. Aconteciam duas vezes por semana após a projeção dos meus diapos. Eu tomei consciência que, querendo dar á natureza a vida da arte, eu a utilizava para minha escultura: eu estava na arte pela arte á minha maneira. Eu devia não somente trabalhar com a natureza, mas defende-la no momento em que a terceira revolução tecnológica dava á loucura dos homens os meios absolutos de sua destruição.

1976
Krajcberg embarca com Sepp Baendereck para Amazona. Os dois artistas tinham se encontrado um ano antes por causa da paixão similar que eles tem da natureza e da vontade de defende-la. Eles ficarão ligados por esta causa até a morte de Baendereck (1989) e farão juntos três exposições amazônicas (197, 77, 78); Baendereck ajuntara Krajcberg nas suas três viagens ao Mato Grosso (1985, 86,87).

1978
Pierre Restany remonta com eles o Rio Negro. Durante a viagem, ele redige o Manifesto do Naturalismo Integral ou Manifesto do Rio Negro, exprimindo através sua própria visão a estética alternativa que desenvolve a arte de Krajcberg:

" AMAZÔNIA CONSTITUI HOJE, SOBRE O NOSSO PLANETA, UM "ÚLTIMO RESERVATÓRIO", REFÚGIO DA NATUREZA INTEGRAL. NOS VIVEMOS DOIS SENTIDOS DA NATUREZA: AQUELE ANCESTRAL, DO "CONCEDIDO" PLANETÁRIO, E AQUELE MODERNO, DO "ADQUIRIDO" INDUSTRIAL E URBANO. O IMPORTANTE É QUE ESSES DOIS SENTIDOS DA NATUREZA SEJAM VIVIDOS E ASSUMIDOS NA INTEGRALIDADE DE SUA ESTRUTURA ANTOLÓGICA. O NATURALISMO INTEGRAL AO CONTRARIO DOS REALISMOS, NÃO É UMA METÁFORA DO PODER MAS UMA HIGIENE DA PERCEPÇÃO, UM OUTRO ESTADO DA SENSIBILIDADE, A PASSAGEM INDIVIDUAL Á CONSCIÊNCIA PLANETÁRIA ".

Baendereck e Krajcberg consignam o texto, fruto de discussões cujas alas serão transcritas novamente no n°3 da revista Natura Integrale editada em Milan em 1979. Krajcberg publica um extrato com prefacio á sua exposição, Pequena Galeria, Rio 1979.

    A natureza amazônica recoloca a minha sensibilidade de homem moderno em questão. Ela recoloca também em questão a escala dos valores estéticos reconhecidos tradicionalmente. O caos artístico atual é a conclusão logica da evolução urbana. Aqui (na Amazônia) estamos confrontados á um mundo de formas e vibrações, ao mistério de uma mudança continua. Temos que saber aproveitá-los. Se Modrian passou da arvore para o quadrado, ele apenas experimentou uma das possibilidades da arvore. Agora, temos que quebrar o quadrado para reencontrar a arvore. A natureza Integral pode dar um novo significado aos valores individuais da sensibilidade e da criatividade.

Krajcberg faz um filme que será projetado durante os debates de difusão do manifesto. Na volta, conferências de lançamento no Rio, em São Paulo e em Brasília levantam uma polêmica.

    O manifesto foi lançado no Meridien no Rio, no dia em que o Brasil se abria para a democracia; os militares tinham acabado de amnistiar os oponentes. Era o primeiro debate após á ditadura, nunca antes se tinha ouvido falar da destruição da floresta. Os ataques foram violentos. Alguns não admitiam que três "gringos" falem sobre o Brasil (Baendereck era de origem jugoslava). Outros latinos, chilenos em particular, reforçavam as filas nacionalistas. Dentro deste movimento hostil, Mario Pedrosa veio me abraçar e me agradecer em nome do Brasil. A polêmica continuou em são Paulo e em Brasília. O manifesto foi apresentado em Curitiba, Nova York, Paris, Roma e Milano.

1980
Krajcberg começa suas impressões vegetais policromas.

1981
Ele abandona as sombras recortadas para realizar, no inicio em Nova Viçosa, depois na região de Belém (Amazonas) em 1982-83, monumentais entrelaçados de salgueiros. Inspirados do artesanato, transparentes à luz.

1985
Primeira viagem ao Mato Grosso (sudoeste amazônico). Fotos reportagens sobre os incêndios de florestas, queimadas provocadas pelos proprietários para esclarecer as terras atribuídas à criação extensiva. Krajcberg traz as palmeiras dessecadas das quais realiza vários conjuntos de esculturas, seus conjuntos. Varas de chuva ou totens, a inspiração indiana atravessa estes barris à vertical, sulcados de luz e sombra. Assim Brancusi retomava ao infinito nas suas colunas, um motivo de madeiras esculpido das casas campesinas romenas. Krajcberg monta-o em floresta.

1986
Ele publica o seu livro de fotografias: Natura. Segunda viagem ao Mato Grosso.

1987
Terceira viagem ao Mato Grosso. Walter Salas Jr junta-se a ele durante a filmagem do filme que realiza para TV Manchete: Krajcberg, poeta dos Vestígios. Foi após esta terceira viagem que Krajcberg começa as suas madeiras queimadas.

1988
Ele participa no simpósio Séoul com Imagem das minhas Revoltas. Coletadas sobre os queimadas, fixadas sobre pedestais, aumentadas de carvão vegetal e de pedras, atravessadas de espaço nas suas rupturas, estas madeiras queimadas são estalas e ele não sabe qual culto aos mortos animista. Bárbaros e fantásticos, sirenes de alarme.

    É um hábito de juventude: me pergunto sempre porque como questionava-me criança. Porque o homem destrui as riquezas naturais quando sabe que o planeta esgota-se e que sem elas, sua própria será impossível? Porque o Brasil desertifica-se então que é um dos países mais ricos do planeta?

    Para lucros imediatos de terrenos, destrói-se as suas florestas, destrói-se a longo prazo, ao lado de uma miséria preta. Porque abandonar as culturas alimentares para monoculturas industriais? A Terra pode suportar aquilo? Os problemas colocados pela evolução tecnológica são a poluição e super povoamento. Homens nascem cada dia sobre o planeta, que não terão nem alimento, nem trabalho. A África devastada vai ser um quebra-cabeças para a humanidade. Aquilo não suscita nenhuma consciência planetária. O Papa proíbe o controlo dos nascimentos e continua-se a construir de bombas atômicas. Fornece-se os canhões de carne à canhões. Tem-se a humanidade dentro de um Bunker. Elabora-se a humanidade a não obstruir os poderes, anda como os pequenos animais que vivem no Paraná. A sociedade é uma máquina comercial onde o pensamento da arte se afogou. Onde está o artista nestes problemas?

1990
Krajcberg é convidado no Congresso Internacional de Ecologia em Moscou. Ele volta á Rússia pela primeira vez desde as Belas Artes de Leningrad. As suas cascas queimadas, aumentadas de matérias: terras e pedras esmagadas, são uma seqüência mural das madeiras queimadas. Entre pintura e pedaços epidérmicos, a sua economia trágica opõe-se aos conjuntos teatrais. Imagens da Destruição.

    O gesto absoluto seria descarregar, tais quais, numa exposição, camião de madeiras calcinadas coletadas no campo. A minha obra é um manifesto. Não escrevo: não sou político. Devo achar a imagem. O fogo, é a morte, o abismo. O fogo continua com mim desde sempre. A minha mensagem é trágica: mostro o crime. A outra face de uma tecnologia sem controle, é o abismo. Trago os documentos, os reúnem e acrescento: quero dar à minha revolta o rosto mais dramático e mais violento. Se pudesse pôr cinzas por toda a parte, estaria mais perto daquilo que eu sinto. Que haja na minha obra reminiscências culturais, reminiscências da guerra, no inconsciente, certamente. Com todo este racismo, este anti-semitismo, não podia fazer outra arte. Mas exprimo o que tenho visto ontem ao Mato Grosso, em Amazônia ou no Estado da Bahia. Eu mostro a violência contranatural feita à vida. Eu exprimo a consciência planetária revoltada. A destruição tem formas, apesar de falar de inexistência. Eu não procuro fazer a escultura. Eu procuro formas ao meu grito. Esta casa queimada, é mim. Me sinto na madeira e nas pedras. Animista? Sim. Visionário? Não, eu sou um participante deste momento. O meu único pensamento é exprimir tudo que sinto. É uma luta enorme. Pintar a música pura não é fácil. Como fazer gritar uma escultura assim como uma voz?

1992
Exposição no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, simultaneamente à Conferência Mundial das Nações Unidas sobre o meio ambiente, junho-julho, ECO 92, Rio de Janeiro. Mais de 300.000 pessoas visitam a sua exposição Imagens do Fogo.

Marie-Odile Briot
Nova Viçosa, set. 90 - Paris, dez./Jan. 91

1993
Ele deseja montar uma fundação Arte & Natureza que levará o seu nome e à qual legará qualquer sua obra, à Vitória, no estado de Espirito Santo, mas o projeto gira curto.

1994
Ele viaja ao Rio de Janeiro Branco, na região de Acre, para fazer das fotografias florestas devastadas e procurar materiais para as suas esculturas. Ele encontra agricultores e tenta convence-los de não abater árvores. A situação é crítica, falta fazer-se matar à várias retomas.

1995
A Câmara municipal de Curitiba e o Governo do Paraná inauguram o espaço que lhe será dedicado, criando uma estela ao seu nome. Nesta ocasião, ele encontra o "cacique", o indiano Raoni.

1996
Villette- amazone é o título da exposição organizada pelo Grande Mercado de Villette, um manifesto para o século XX onde há obras muito significativas.

1998
Roger PIC e Krajcberg trabalham para a salvaguarda da passagem Montparnasse, lugar de memória da passagem de grandes artistas do século XX. Inauguração do Museu Montparnasse o mesmo ano.

2001
Morte de Roger PIC, amigo de sempre.

2002
O 14 de Janeiro, Frans Krajcberg recebe a medalha da Ordem do Branco como comendador na embaixada do Brasil de Paris.
O 15 de Maio, Frans Krajcberg faz doação das suas obras à cidade de Paris. As suas obras, pinturas, esculturas, fotografias, serão enfim visíveis do público num ateliê situado ao 21 avenue du Maine (XIVe).

Fundação Arte & Natureza (Nova Viçosa)
2003
Morte de Pierre Restany critica de arte, amigo íntimo do artista, e vício presidente da associação Monparnasse.
Em outubro inauguração em Curitiba do Museu Krajcberg, onde o artista fez dom de uma centena de obras.
11 de dezembro, inauguração por Bertrand Delanoë Presidente da câmara municipal de Paris do ESPAÇO KRAJCBERG. Umas vinte obras: esculturas, desenhos, marcas, quadros de pedras, fotografias, e abertura da exposição KRAJCBERG, Arte e Revolta, homenagem feita á Pierre Restan (ver página infos).
Por último ele contínua sobre o seu domínio de Nova Viçosa a construir construções, concebidos como esculturas, para acolher a sua Fundação Arte & Natureza.

Cronologia atualizada por
Thérèse Vian-Mantovani & Alban Lanore

Tradução em português : Talia Mouracadé & Mimi Sananés

Frans Krajcberg (1921)

Escultor, pintor, gravador, fotógrafo.

Estuda engenharia e artes na Universidade de Leningrado. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), perde toda a família em um campo de concentração. Muda-se para a Alemanha, ingressando na Academia de Belas Artes de Stuttgart, onde é aluno de Willy Baumeister. Chega ao Brasil em 1948. Em 1951, participa da 1ª Bienal Internacional de São Paulo com duas pinturas. Reside por um breve período no Paraná, isolando-se na floresta para pintar. Em 1956, muda-se para o Rio de Janeiro, onde divide o ateliê com o escultor Franz Weissmann (1911 - 2005). Naturaliza-se brasileiro no ano seguinte. A partir de 1958, alterna residência entre o Rio de Janeiro, Paris e Ibiza. Desde 1972, reside em Nova Viçosa, no litoral sul da Bahia. Amplia o trabalho com escultura, iniciado em Minas Gerais, utilizando troncos e raízes, sobre os quais realiza intervenções. Viaja constantemente para a Amazônia e Mato Grosso e fotografa os desmatamentos e queimadas, revelando imagens dramáticas. Dessas viagens, retorna com raízes e troncos calcinados, que utiliza em suas esculturas. Na década de 1980, inicia a série Africana, utilizando raízes, cipós e caules de palmeiras associados a pigmentos minerais. A pesquisa e utilização de elementos da natureza, em especial da floresta amazônica, e a defesa do meio ambiente, marcam toda sua obra. O Instituto Frans Krajcberg, em Curitiba, é inaugurado em 2003, recebendo a doação de mais de uma centena de obras do artista.

Nascido na Polônia, Frans Krajcberg chega ao Brasil em 1948, procurando reconstruir sua vida, após perder toda a família em um campo de concentração, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Com formação em engenharia e artes, realizada em Leningrado, sua carreira artística inicia-se no Brasil. Após residir um curto espaço de tempo no Paraná, muda-se para o Rio de Janeiro, onde divide ateliê com o escultor Franz Weissmann (1911 - 2005). Suas pinturas desse período tendem à abstração, predominando tons ocre e cinza. Trabalha motivos da floresta paranaense, com emaranhados de linhas vigorosas.

O artista retorna a Paris em 1958, onde permanece até 1964. Alterna sua estada em Paris com viagens a Ibiza, na Espanha, onde produz trabalhos em papel japonês modelado sobre pedras e pintados a óleo ou guache. Essas "impressões" são realizadas com base no contato direto com a natureza, e aproximam-se, em suas formas, de paisagens vulcânicas ou lunares. Também em Ibiza, a partir de 1959, produz as primeiras "terras craqueladas", relevos quase sempre monocromáticos, com pigmentos extraídos de terras e minerais locais. Como nota o crítico Frederico Morais, a natureza torna-se a matéria-prima essencial do artista.

De volta ao Brasil, em 1964, instala um ateliê em Cata Branca, Minas Gerais. A partir desse momento ocorre em sua obra a explosão no uso da cor e do próprio espaço. Começa a criar as "sombras recortadas", nas quais associa cipós e raízes a madeiras recortadas. Nos primeiros trabalhos, opõe a geometria dos recortes à sinuosidade das formas naturais. Destaca-se a importância conferida às projeções de sombras em suas obras.

Em 1972, passa a residir em Nova Viçosa, no litoral sul da Bahia. Amplia o trabalho com escultura, iniciado em Minas Gerais. Intervém em troncos e raízes, entendendo-os como desenhos no espaço. Essas esculturas fixam-se firmemente no solo ou buscam libertar-se, direcionando-se para o alto. A partir de 1978, atua como ecologista, luta que assume caráter de denúncia em seus trabalhos: "Com minha obra, exprimo a consciência revoltada do planeta".1 Krajcberg viaja constantemente para a Amazônia e Mato Grosso, e registra por meio da fotografia os desmatamentos e queimadas em imagens dramáticas. Dessas viagens, retorna com troncos e raízes calcinados, que utiliza em suas esculturas.

Na década de 1980, inicia nova série de "gravuras", que consiste na modelagem em gesso de folhas de embaúba e outras árvores centenárias, impressas em papel japonês. Também nesse período realiza a série africana, utilizando raízes, cipós e caules de palmeiras associados a pigmentos minerais. Krajcberg sempre fotografa as suas esculturas, muitas vezes tendo o mar como fundo. O artista, ao longo de sua carreira, mantém-se fiel a uma concepção de arte relacionada diretamente à pesquisa e utilização de elementos da natureza. A paisagem brasileira, em especial a floresta amazônica, e a defesa do meio ambiente marcam toda a sua obra.


Exposições

1945 - Stuttgart (Alemanha) - Individual, no Centro de Refugiados
1951 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Domus
1952 - São Paulo SP - Individual, no MAM/SP
1954 - Curitiba PR - Individual, na Biblioteca Municipal
1955 - Monte Alegre PR - Individual, no Hotel Monte Alegre
1955 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Petite Galerie
1956 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria GEA
1956 - São Paulo SP - Individual, no MAM/SP
1960 - Paris (França) - Individual, na Galerie du XX Siècle
1960 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Bonino
1962 - Milão (Itália) - Individual, na Galleria del Naviglio
1962 - Oslo (Noruega) - Individual, na Galeria 27
1962 - Paris (França) - Individual, na Galerie du XX Siécle
1962 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Petite Galerie
1962 - São Paulo SP - Individual, na Galeria São Luís
1963 - Ibiza (Espanha) - Individual, na Galeria Ivan Spence
1963 - Roma (Itália) - Individual, na Galeria Casa do Brasil
1963 - Roma (Itália) - Individual, na Galeria d'Arte della Casa do Brasil
1964 - Belo Horizonte MG - Individual, no Museu de Arte da Pampulha
1964 - Paris (França) - Individual, na Galerie La Hune
1964 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Petite Galerie
1964 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no MAM/RJ
1966 - Paris (França) - Individual, na Galerie Debret
1966 - Paris (França) - Individual, na Galerie J
1966 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Relevo
1967 - Atlanta (Estados Unidos) - Individual, na Illien Gallery
1967 - Salvador (Bahia) - Individual, na Galeria Querino
1968 - Paris (França) - Individual, na Galerie Maywald
1968 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Barcinski
1969 - Adenhauer (Holanda) - Individual, no Museu Philips
1969 - Adenhauer (Holanda) - Individual, no Museu Philips
1969 - Jerusalém (Israel) - Individual, no The Israel Museum of Art
1970 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Petite Galerie
1972 - Paris (França) - Individual, no Espaçe Pierre Cardin
1972 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Múltipla de Arte - prêmio melhor exposição
1972 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Ralph Camargo
1973 - Paris (França) - Individual, na Galerie du XX Siécle
1973 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Maison de France
1974 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no MAM/RJ
1975 - Paris (França) - Individual, no Centre Georges Pompidou
1975 - Paris (França) - Individual, no Centre National d'Art Contemporain
1976 - Brasília DF - Individual, na Fundação Cultural do Distrito Federal
1976 - Caen (França) - Individual, no Musée National de Beaux-Arts
1976 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Arte Global
1978 - Vitória ES - Individual, na Galeria Homero Massena
1979 - São Paulo SP - Individual, na Skultura Galeria de Arte
1980 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Gravura Brasileira
1980 - Rio de Janeiro RJ -Individual, na Petite Galerie
1981 - Curitiba PR - Individual, na Sala Miguel Bakun
1981 - Curitiba PR -Individual, no Solar do Rosário
1981 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Jean Boghici
1981 - São Paulo SP - Krajcberg, na Skultura Galeria de Arte
1983 - Estocolmo (Suécia) - Individual, na Cupido Bildkonst
1984 - Rio de Janeiro RJ - Frans Krajcberg: fotografias, no MAM/RJ
1986 - Fortaleza CE - Individual, na Arte Galeria
1986 - Paris (França) - Individual, na Galerie Charles Sablon
1986 - Rio de Janeiro RJ - Krajcberg: esculturas, na Galeria Thomas Cohn
1986 - Rio de Janeiro RJ - Krajcberg: fotografias, na Petite Galerie
1986 - Rio de Janeiro RJ - Krajcberg: relevos, na GB ARTe
1986 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Arco
1988 - Boulogne-sur-Mer (França) - Individual, no Centre Cultural Boulogne Bittencourt
1988 - Vitória ES - Individual, na Galeria Usina
1989 - Crest (França) - Individual, na Fondation Stahly
1989 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Thomas Cohn
1990 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Funarte. Galeria Sérgio Milliet
1992 - Rio de Janeiro RJ - Imagens do Fogo, no MAM/RJ
1992 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Thomas Cohn
1992 - Salvador BA - Imagens do Fogo, no MAM/BA
1994 - Paris (França) - Individual, na Galerie Charles Sablon
1995 - Curitiba PR - A Revolta, no Jardim Botânico
1995 - Curitiba PR - A Revolta, no Museu Metropolitano de Arte
1995 - Rio de Janeiro RJ - Nas Trilhas da Grande Mãe: novas imagens da vida e da morte, na Fundação Casa França-Brasil
1996 - Paris (França) - Moment d'Ailleurs: photographies de Frans Krajcberg, no Grande Halle de la Villete
1998 - Belo Horizonte MG - Frans Krajcberg: ressonâncias, no Itaú Cultural
1998 - Seul (Coréia do Sul) - Imagens da Revolta
2003 - São Paulo SP - Paisagens Ressurgidas, no CCBB
2008 - São Paulo SP - Frans Krajcberg: natura, no MAM/SP


Exposições coletivas
 

1950 - São Paulo SP - Artistas Brasileiros Modernos, no Theatro Municipal
1950 - São Paulo SP - Exposição da O. D. A. , no IAB/SP
1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon
1951 - São Paulo SP - 1º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia
1952 - São Paulo SP - 2º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia
1953 - São Paulo SP - 2ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão dos Estados
1954 - São Paulo SP - 3º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - prêmio aquisição
1954 - São Paulo SP - Arte Contemporânea: exposição do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, no MAM/SP
1955 - São Paulo SP - 3ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão das Nações
1955 - São Paulo SP - 4º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia
1955 - São Paulo SP - 5º Salão Paulista de Arte Moderna - medalha de bronze
1956 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, com Milton Dacosta e Maria Leontina, na Petite Galerie
1957 - Buenos Aires (Argentina) - Arte Moderna do Brasil
1957 - Lima (Peru) - Arte Moderna do Brasil
1957 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Arte Moderna - isenção de júri
1957 - Rosário (Argentina) - Arte Moderna do Brasil
1957 - Santiago (Chile) - Arte Moderna do Brasil
1957 - São Paulo SP - 4ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho - prêmio melhor pintor brasileiro
1957 - São Paulo SP - 6º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - prêmio aquisição
1957 - São Paulo SP - Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, na Galeria de Arte das Folhas
1959 - Leverkusen (Alemanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1959 - Londres (Inglaterra) - Coletiva, com Piza e Paulo Chaves, na Drian Gallery
1959 - Munique (Alemanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa, na Kunsthaus
1959 - São Paulo SP - 40 Artistas do Brasil, na Galeria São Luís
1959 - Viena (Áustria) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Hamburgo (Alemanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Lisboa (Portugal) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Madri (Espanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Paris (França) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Utrecht (Holanda) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1961 - Nova York (Estados Unidos) - Coletiva, na Galeria Rose Fried
1961 - Paris (França) - O Relevo, na Galerie du XX Siécle
1961 - Paris (França) - Salon Comparaisons
1961 - Rio de Janeiro RJ - 1º O Rosto e a Obra, na Galeria Ibeu Copacabana
1961 - São Paulo SP - 6ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho
1962 - Colorado (Estados Unidos) - Nova Arte do Brasil
1962 - Minneapolis (Estados Unidos) - Nova Arte do Brasil, no Walker Art Center
1962 - Paris (França) - Artistas da América, no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris
1962 - Paris (França) - École de Paris, na Galerie Charpentier
1962 - Paris (França) - Exposition d'Art Latino Americain à Paris, no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris
1962 - San Francisco (Estados Unidos) - Nova Arte do Brasil
1962 - São Paulo SP - Seleção de Obras de Arte Brasileira da Coleção Ernesto Wolf, no MAM/SP
1962 - St. Louis (Estados Unidos) - Nova Arte do Brasil
1963 - Paris (França) - 7 Artistes Brésiliens de L'Ecole de Paris, na Galerie du XX Siécle
1963 - Rio de Janeiro RJ - 1º Resumo de Arte JB, no Jornal do Brasil
1963 - São Paulo SP - 7ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1964 - Londres (Inglaterra) - Aventura em Ibiza, na Leicester Gallery
1964 - Londres (Inglaterra) - Coletiva, no Center for Advanced Creative Studies
1964 - Veneza (Itália) - 32ª Bienal de Veneza - prêmio Cidade de Veneza
1965 - Cannes (França) - Pintores, Escultores, Gravadores Brasileiros, na Galerie Cavalero
1965 - Lisboa (Portugal) - Salon Comparaisons
1965 - Paris (França) - Exposition d'Art Latino Americain à Paris, no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris
1965 - Paris (França) - Salon Comparaisons
1965 - Praga (Tchecoslováquia, atual República Tcheca) - Salon Comparaisons
1965 - Rio de Janeiro RJ - 3º Resumo de Arte JB, no MAM/RJ
1965 - São Paulo SP - 8ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1966 - Rio de Janeiro RJ - 4º Resumo de Arte JB, no MAM/RJ
1966 - Salvador BA - 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas - sala especial
1967 - Paris (França) - Formas e Lugares, na Galerie Maywald
1968 - Paris (França) - Exposição do Branco, na Galerie La Hune
1968 - Paris (França) - Salão da Jovem Escultura
1968 - Paris (França) - Salon Comparaisons
1968 - Saint-Paul de Vence (França) - Arte Viva, na Fundação Maeght
1969 - Montreal (Canadá) - Art et Matière
1969 - Paris (França) - 25º Salão de Maio, no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris
1969 - Paris (França) - Salão de Maio
1969 - Rio de Janeiro RJ - 7º Resumo de Arte JB, no MAM/RJ
1970 - Ingelheim am Reim (Alemanha) - Brasilianische Tage
1970 - Menton (França) - 8ª Bienal de Menton
1970 - Rio de Janeiro RJ - Exposição, na Petite Galerie
1971 - Paris (França) - Pinturas e Objetos, no Musée Galliera
1971 - Rio de Janeiro RJ - 9º Resumo de Arte JB, no MAM/RJ
1972 - São Paulo SP - 4º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1972 - São Paulo SP - Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, na Galeria Collectio
1973 - Paris (França) - Sete Artistas Brasileiros, na Galerie du XX Siécle
1973 - Rio de Janeiro RJ - Vanguarda Internacional, na Galeria Ibeu Copacabana
1974 - St. Etienne (França) - Minimal Art, no Musée d'Art et d'Industrie
1977 - Belo Horizonte MG - 5º Salão Global de Inverno, na Fundação Palácio das Artes
1977 - Brasília DF - 5º Salão Global de Inverno
1977 - Rio de Janeiro RJ - 2º Arte Agora: visão da terra, no MAM/RJ
1977 - Rio de Janeiro RJ - 5º Salão Global de Inverno, no MNBA
1977 - Rio de Janeiro RJ - Escultura ao Ar Livre, na Galeria de Arte Sesc Tijuca
1977 - São Paulo SP - 14ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1977 - São Paulo SP - 5º Salão Global de Inverno, no Masp
1978 - São Paulo SP - As Bienais e a Abstração: a década de 50, no Museu Lasar Segall
1979 - São Paulo SP - 15ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1980 - Rio de Janeiro RJ - Homenagem a Mário Pedrosa, na Galeria Jean Boghici
1981 - Belo Horizonte MG - Destaques Hilton de Gravura, no Palácio das Artes
1981 - Brasília DF - Destaques Hilton de Gravura, na ECT Galeria de Arte
1981 - Curitiba PR - Destaques Hilton de Gravura, na Casa da Gravura Solar do Barão
1981 - Florianópolis SC - Destaques Hilton de Gravura, no Masc
1981 - Guarujá SP - Escultura ao Ar Livre, no Hotel Jequitimar
1981 - Porto Alegre RS - Destaques Hilton de Gravura, no Margs
1981 - Recife PE - Destaques Hilton de Gravura, no MAM/PE
1981 - Rio de Janeiro RJ - Destaques Hilton de Gravura, no MAM/RJ
1981 - Salvador BA - Destaques Hilton de Gravura, no Teatro Castro Alves
1981 - São Paulo SP - Destaques Hilton de Gravura, no MAM/SP
1982 - Lisboa (Portugal) - Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
1982 - Londres (Reino Unido) - Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Barbican Art Gallery
1983 - Estocolmo (Suécia) - Inter First Exposition
1983 - Montevidéu (Uruguai) - 1ª Bienal de Grabado Iberoamericano, no Museo de Arte Contemporânea - premiado
1983 - Paris (França) - Feira Internacional de Arte Contemporânea
1984 - Estocolmo (Suécia) - Inter First Exposition
1984 - Havana (Cuba) - 1ª Bienal de Havana, no Museo Nacional de Bellas Artes
1984 - Londres (Inglaterra) - Inter Contemporary Art Fair
1984 - Madri (Espanha) - Arte Contemporânea, na Galeria Arco
1984 - Paris (França) - Face à Máquina, na Galerie Belechasse
1984 - Rio de Janeiro RJ - Madeira, Matéria de Arte, no MAM/RJ
1984 - Rio de Janeiro RJ - Pintura Brasileira Atuante, no Espaço Petrobras
1984 - São Paulo SP - Coleção Gilberto Chateaubriand: retrato e auto-retrato da arte brasileira, no MAM/SP
1984 - São Paulo SP - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal
1985 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1985 - Rio de Janeiro RJ - Encontros, na Petite Galerie
1985 - Rio de Janeiro RJ - Exposição Comemorativa, na Galeria Bonino
1985 - Rio de Janeiro RJ - Seis Décadas de Arte Moderna: Coleção Roberto Marinho, no Paço Imperial
1986 - Fortaleza CE - 1ª Exposição Internacional de Esculturas Efêmeras, na Fundação Demócrito Rocha
1986 - Rio de Janeiro RJ - JK e os Anos 50: uma visão da cultura e do cotidiano, na Galeria Investiarte
1987 - Paris (França) - Coletiva, reunindo trabalhos sobre papel, na Galerie Charles Sablon
1987 - Paris (França) - Modernidade: arte brasileira do século XX, no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris
1987 - Rio de Janeiro RJ - Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ
1987 - São Paulo SP - Trabalhando com o Suporte: pintura, recorte e objeto e obras de nove artistas brasileiros, na Documenta Galeria de Arte
1988 - Nova York (Estados Unidos) - Brazil Projects, no P. S. 1
1988 - São Paulo SP - 19º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1988 - São Paulo SP - Modernidade: arte brasileira do século XX, no MAM/SP
1988 - Seul (Coréia do Sul) - Mestres da Escultura Contemporânea, na Hundai Gallery
1989 - Lisboa (Portugal) - Seis Décadas de Arte Moderna Brasileira: Coleção Roberto Marinho, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
1989 - Rio de Janeiro RJ - Ontem, Hoje, Amanhã, na Galeria de Arte Centro Empresarial Rio
1989 - São Paulo SP - 20ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1990 - Middlebury (Estados Unidos) - Espírito e Natureza: visões de interdependência, no Middlebury College
1991 - São Paulo SP - A Mata, no MAC/USP
1991 - São Paulo SP - Baendereck - Krajcberg, no Banco Real
1992 - Curitiba PR - 10ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba/Mostra América, no Museu da Gravura
1992 - Nova York (Estados Unidos) - Exposição, no MoMA
1992 - Paris (França) - Latin American Artists of the Twentieth Century, no Centre Georges Pompidou
1992 - Rio de Janeiro RJ - 1ª A Caminho de Niterói: Coleção João Sattamini, no Paço Imperial
1992 - Rio de Janeiro RJ - Escultura 92: sete expressões, no Espaço RB1
1992 - Rio de Janeiro RJ - Natureza: quatro séculos de arte no Brasil, no CCBB
1992 - Salvador BA - Exposição, no MAM/BA
1992 - São Paulo SP - Branco Dominante, na Escritório de Arte São Paulo
1992 - Sevilha (Espanha) - Latin American Artists of the Twentieth Century, na Estación Plaza de Armas
1992 - Zurique (Suíça) - Brasilien: entdeckung und selbstentdeckung, no Kunsthaus Zürich
1993 - Colônia (Alemanha) - Latin American Artists of the Twentieth Century, no Kunsthalle Cologne
1993 - Niterói RJ - 2ª A Caminho de Niterói: Coleção João Sattamini, no MAC-Niterói
1993 - Nova York (Estados Unidos) - Latin American Artists of the Twentieth Century, no MoMA
1993 - Rio de Janeiro RJ - Brasil: 100 Anos de Arte Moderna, no MNBA
1993 - São Paulo SP - A Arte Brasileira no Mundo. Uma Trajetória: 24 artistas brasileiros, na Dan Galeria
1994 - São Paulo SP - Arte Moderna Brasileira: uma seleção da Coleção Roberto Marinho, no Masp
1994 - São Paulo SP - Gravuras: sutilezas e mistérios, técnicas de impressão, na Pinacoteca do Estado
1994 - São Paulo SP - Os Novos Viajantes, no Sesc Pompéia
1994 - São Paulo SP - Poética da Resistência: aspectos da gravura brasileira, na Galeria de Arte do Sesi
1995 - Rio de Janeiro RJ - Arte Moderna Brasileira e Decoração, no Rio Design Center
1996 - Brasília DF - Quatro Mestres Escultores Brasileiros Contemporâneos, no Ministério das Relações Exteriores. Palácio do Itamaraty
1996 - Niterói RJ - Arte Contemporânea Brasileira na Coleção João Sattamini, no MAC-Niterói
1996 - Paris (França) - Villette-Amazone: manifeste pour l'environnement au 21ème siècle, no Grand Halle de la Villette
1996 - Rio de Janeiro RJ - 1ª Brahma Reciclarte, no Jardim Botânico
1996 - São Paulo SP - Arte Brasileira: 50 anos de história no acervo MAC/USP: 1920-1970, no MAC/USP
1996 - São Paulo SP - Brasil: um refúgio nos trópicos, no CCSP
1997 - Niterói RJ - Entre Esculturas e Objetos, no MAC-Niterói
1997 - São Paulo SP - Diversidade da Escultura Contemporânea Brasileira, na Avenida Paulista
1997 - São Paulo SP - Escultura Brasileira: perfil de uma identidade, no Espaço Cultural Safra
1997 - São Paulo SP - Nove Artistas de Origem Judaica, na Galeria Municipal
1997 - São Paulo SP - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, no Itaú Cultural
1997 - Washington D. C. (Estados Unidos) - Escultura Brasileira: perfil de uma identidade, no Centro Cultural do BID
1998 - Belo Horizonte MG - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, no Itaú Cultural
1998 - Brasília DF - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, no Itaú Galeria
1998 - Middlebury (Estados Unidos) - A Imaginação Artística e os Valores Ecológicos, no Middlebury College Museum of Art
1998 - Niterói RJ - Espelho da Bienal, no MAC-Niterói
1998 - Paris (França) - Coletiva Inaugural do Musée de Montparnasse
1998 - Paris (França) - Être Nature, na Fondation Cartier pour l'Art Contemporain
1998 - Penápolis SP - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, na Galeria Itaú Cultural
1998 - São Paulo SP - Amazônicas, no Itaú Cultural
1998 - São Paulo SP - Canibáliafetiva, na A Estufa
1998 - São Paulo SP - O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM/RJ, no Masp
1998 - São Paulo SP - São Paulo: 50, na Biblioteca Municipal Mário de Andrade
1999 - Paris (França) - Les Champs de la Sculpture, no Champs-Elysées
1999 - Rio de Janeiro RJ - Amazonas, no Espaço Cultural dos Correios
1999 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Rio Gravura: Gravura Moderna Brasileira: acervo Museu Nacional de Belas Artes, no MNBA
2000 - Lisboa (Portugal) - Século 20: arte do Brasil, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
2000 - Niterói RJ - Coleção Sattamini: dos materiais às diferenças internas, no MAC-Niterói
2000 - Rio de Janeiro RJ - Brasilidades, no Centro Cultural Light
2000 - São Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento. Arte Contemporânea, na Fundação Bienal
2001 - Porto Alegre RS - Coleção Liba e Rubem Knijnik: arte brasileira contemporânea, no Margs
2001 - São Paulo SP - Trajetória da Luz na Arte Brasileira, no Itaú Cultural
2002 - Niterói RJ - Acervo em Papel, no MAC-Niterói
2002 - Rio de Janeiro RJ - Caminhos do Contemporâneo 1952-2002, no Paço Imperial
2002 - São Paulo SP - Modernismo: da Semana de 22 à seção de arte de Sérgio Milliet, no CCSP
2003 - Niterói RJ - Apropriações, no MAC-Niterói
2003 - Rio de Janeiro RJ - Ordem x Liberdade, no MAM/RJ
2003 - Rio de Janeiro RJ - Tesouros da Caixa: arte moderna brasileira no acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa
2003 - São Paulo SP - Arte e Sociedade: uma relação polêmica, no Itaú Cultural
2003 - São Paulo SP - Escultores - Esculturas, na Pinakotheke
2004 - Rio de Janeiro RJ - O Século de um Brasileiro: Coleção Roberto Marinho, no Paço Imperial
2004 - São Paulo SP - Abstração como Linguagem: perfil de um acervo, na Pinakotheke
2004 - São Paulo SP - Gabinete de Papel, no CCSP
2005 - São Paulo SP - O Século de um Brasileiro: Coleção Roberto Marinho, no MAM/SP
2007 - São Paulo SP - Itaú Comtemporâneo: arte no Brasil, no Itaú Cultural