David Cury

Nos últimos anos, David Cury vem desenvolvendo instalações e intervenções de acentuada ambivalência, articulando questões intrínsecas da arte com outras diretamente associadas à vida de hoje.

Desde “Para a inclusão social do Crime” (Sala Lygia Clark/Funarte, Rio de Janeiro, 2003), em “Há vagas de coveiro para trabalhadores sem-terra” (Carreau du Temple, Paris, 2005), “Paradeiro” (Estação Barão de Mauá-Leopoldina, Rio, 2006) e na recente “Hydrahera” (Morro da Conceição, Rio, 2008), seus trabalhos preservam considerável margem ensaística em relação aos projetos originais.
Isto quer dizer que, durante mesmo o processo de execução ou (re)montagem, eles podem variar em materialidade, estruturação e escala.

Intitulada “Antônio Conselheiro” não seguiu o conselho, a mostra individual que realizou no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro de agosto a outubro de 2009 teve como eixo temático os conflitos fundiários no Brasil. Ela reuniu duas instalações e uma intervenção (sobre parede medindo cerca de 8m x 30m) que cruzam referências seminais da arte contemporânea com reincidências da história social brasileira. “Episódios emblemáticos da questão agrária local” (Canudos, Eldorado dos Carajás, Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra) resultam ali em abstrações de dimensões públicas e assumido caráter de situação: prementes e instáveis em um limite, inevitáveis e persuasivas em outro.

Em 2013, participa no Museu de Arte Contemporânea do Ceará, em Fortaleza, da exposição “Rotas, Desvios e Outros Ciclos”, na curadoria de Bitú Cassundé (curador do MAC-CE) e Marisa Mokarzel (diretora da Casa das Onze Janelas, em Belém-PA).

Em 2010, foi artista participante da 29ª Bienal Internacional de São Paulo, com a instalação “Antônio Conselheiro não seguiu o conselho”, e integra a mostra Coleção Gilberto Chateaubriand/Aquisições 2007-2010, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

No ano de 2009, realiza mostra individual (consistindo de duas instalações e uma intervenção) no Espaço Monumental do MAM-Rio, intitulada “Antônio Conselheiro não seguiu o conselho”.

Em 2008, realiza a intervenção “Hydrahera” no Morro da Conceição, no Rio de Janeiro, e integra “Provas de artistas: impressões”, na Galeria Oeste, em São Paulo.

Em 2007, realiza a mostra individual “O fogo é sombra”, na Galeria Oeste, em São Paulo, e integra a intervenção coletiva “Associados”, no Rio de Janeiro, com Viropticals.

Durante 2006, realiza a intervenção “Paradeiro” na Estação Barão de Mauá-Leopoldina, no Rio de Janeiro, e integra as mostras “10+1: os anos recentes da arte brasileira” (Instituto Tomie Ohtake, São Paulo), “Grandes formatos” (MAM-Rio) e “É hoje na arte brasileira contemporânea” Coleção Gilberto Chateaubriand no Santander Cultural, em Porto Alegre, com a instalação “Todos os homens dormiram com suas mães. Algumas mulheres, com seus pais.”

No ano de 2005, realiza a intervenção “Há vagas de coveiro para trabalhadores sem-terra”, no Carreau du Temple, em Paris, e integra a mostra “EAV 30 Anos” com a instalação “Antônio Conselheiro não seguiu o conselho”, na Funarte/Palácio Gustavo Capanema, Rio de Janeiro. Integra as mostras “Arte brasileira hoje” Coleção Gilberto Chateaubriand e “Chroma”, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, e o evento “Pyrata”, com a performance “Time-out”, na estação de passageiros e barcas Rio-Niterói, na praça XV. Também no Rio, realiza a mesma performance na Escola de Artes Visuais do Parque Lage.

Em 2004, faz a individual de pintura “Os dias em claro”, na Galeria Anita Schwartz, as instalações “Todos os homens dormiram com suas mães. Algumas mulheres, com seus pais”, no Paço Imperial, e “Homens mentem porque mulheres confessam”, no Arquivo Geral do Jardim Botânico, todas no Rio de Janeiro.

Entre 2003 e 2004, realiza a intervenção “Para a inclusão social do Crime”, na galeria Lygia Clark/Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, e exibe a instalação “As mulheres existem para que os homens se meçam”, no Museu de Arte Moderna da Bahia, em Salvador.

Durante 2001, integra a mostra “Nova Orlândia”, no Rio de Janeiro, com a intervenção “As meninas não medem esforços”, e realiza a individual de pintura “O acaso joga fechado”, no Paço Imperial do Rio de Janeiro.

Em 2000, faz a individual de pintura “Impurezas são incontroláveis”, no Centro Cultural São Paulo (SP), e a intervenção “Death by meter/Não há nenhum lugar aqui”, no Alpendre, em Fortaleza.

Participa, entre outras, das mostras “Tudo é Brasil”, no Paço Imperial do Rio de Janeiro e Instituto Itaú Cultural de São Paulo (2004-2005); “Arquivo geral”, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro (2004); “Investigações 1 e Repertórios alternativos”, no Instituto Itaú Cultural de São Paulo, em Brasília, Belo Horizonte e São Paulo (1999-2000); “Disposição”, na Fundição Progresso, Rio de Janeiro (1999); “Art contemporaine du Brèsil”, no Museu Sürsock, em Beirute (1997); “The Brazilian northeast contemporary art”, na Liberty St. Gallery, em Nova York (1996). Em 1994, é selecionado pelo The Tamarind Institute (EUA) para o Programa “The art of the Americas” e realiza a individual de pintura “Mental Eyes”, na The Cafe Gallery, em Albuquerque, Novo México. Em 1993, participa de “Sechs aus Rio”, na Maerz Gallery, em Linz, Áustria, e do XIII salão nacional de artes plásticas, da Fundação Nacional de Arte, no Palácio Gustavo Capanema, Rio de Janeiro.

Mostras individuais recentes

2009
“Antônio Conselheiro não seguiu o conselho” (consistindo de instalação homônima, da intervenção “Eis o tapete vermelho que estendeu o Eldorado aos carajás” e da instalação “Há vagas de coveiro para trabalhadores sem-terra”), Espaço Monumental do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, RJ

2007

“O fogo é sombra” (pintura/instalação), Galeria Oeste, São Paulo, SP


Mostras coletivas recentes

2010
29ª Bienal Internacional de São Paulo, com a instalação “Antônio Conselheiro não seguiu o conselho”, São Paulo, SP
Coleção Gilberto Chateaubriand/Aquisições 2007-2010, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, RJ

2008

“Morro da Conceição”, com a intervenção “Hidrahera”, Rio de Janeiro, RJ
“Provas de artistas: impressões”, Galeria Oeste, São Paulo, SP

2007

“Associados”, com a intervenção “Viropticals”, rua Jornalista Orlando Dantas nº 53, Rio de Janeiro, RJ.


Programas e premiações

Programa Projéteis da Arte Contemporânea/Funarte, realização da intervenção “Para a inclusão social do crime”, Galeria Lygia Clark/Funarte, Palácio Gustavo Capanema, Rio de Janeiro, RJ, 2003.

Prêmio-aquisição do Museu de Arte Moderna da Bahia, para a instalação “As mulheres existem para que os homens se meçam”, MAM-BA, Solar do Unhão, Salvador, BA, 2003.

Programa Novos Rumos, Mapeamento da produção de arte contemporânea brasileira/Mostras itinerantes, Instituto Itaú Cultural, São Paulo, SP, 1999-2000.

Programa Uniarte/ Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro – Prêmio Bolsa-ateliê -Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, 1996.

Programa The Art of the Americas/The Tamarind Institute, Prêmio realização da mostra individual Mental Eyes, The Cafe Gallery, Albuquerque, Novo México, Estados Unidos.