setembro/2017

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28/09/2017

Luiz Lemos, nova artista representado pela AM Galeria

O artista Luiz Lemos (1987) trabalha a construção de Texto-Imagem a partir da repetição de elementos visuais em diferentes combinações somadas a letras e símbolos gráficos.Elenca como preferência para construir as pinturas elementos da comunicação (letras, balões de quadrinhos, símbolos gráficos) e da comunicação urbana (como sprays de grafites e pixos, superposição de pinturas, estampas e sujeiras). Ambas as possibilidades de comunicação convivem em grandes cidades e, simultaneamente, disputam espaço em um diálogo frequente que cria as mais variadas situações. Busca trazer estes embates para as pinturas.Usa o erro como camada de significado – o acaso sem interferência como proposição estética. Dialogando com o previamente planejado, o erro protagoniza outro embate comum à cidade: a falta de planejamento. Nos quadros, por vezes, evidencia o erro, o gesto sem correção e as camadas de tinta como forma de histórico do que aconteceu durante o processo de criação. Tal qual um prédio tosco ao lado de uma casa nova: ambos ganham destaque. As possibilidades geradas entre o confronto de letras empregadas pelas formas de comunicação e elementos pictóricos regem o desenvolvimento das suas pinturas e, assim como na cidade, o erro, o recorte do discurso e o confronto de ideias estão sempre presentes. Exagera o Texto, insere letras desconexas na imagem e abre as possibilidades de interpretação. As letras se repetem assim como os símbolos selecionados, os materiais empregados e as formas realizadas.

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28/09/2017

Desali, novo artista representado pela AM Galeria.

O artista Desali (1983) passa a integrar o time de artistas representados pela AM Galeria.
Transitando por múltiplas linguagens, como a pintura, a fotografia, a ação performativa e o vídeo, a obra de Desali é marcada pela subversão das hierarquias, tanto artísticas quanto sociais. Na sua obra, os resíduos da cidade, as memórias mais ínfimas ou mesmo o lixo podem ter valor artístico, assim como a figura do artista é vista com ironia e tratada de modo comum. Desali atua para promover contato entre a periferia, as camadas sociais mais desfavorecidas, e o universo da arte, questionando as instituições artísticas tradicionais e as contaminando com a energia da rua.
Vale a pena conferir a exposição “VULGO. LEMBRA-SE DA GRANDE MESA NA SALA DE JANTAR “, de Desali,  na Galeria Mari’Stella Tristão, no Palácio das Artes, até 19 de outubro, com curadoria de Marina Câmara.

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21/09/2017

“Dias Comuns” exposição da artista Paula Huven no CâmaraSete até 18 de novembro

A Fundação Clóvis Salgado traz a Belo Horizonte um recorte de exposições da 7ª edição do Festival de Fotografia de Tiradentes – Foto em Pauta. Dias Comuns, da Paula Huven, artista representada pela AM Galeria, na CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais de 22 de setembro a 18 de novembro e retratam diferentes olhares capturados pela fotografia.
Na exposição Dias Comuns as fraturas e recomposições são o mote de um trabalho que reúne uma série com 22 fotografias acerca do cotidiano de Paula. Em 2015, a fotógrafa passou por um procedimento cirúrgico para retirada de um tumor no quadril. Foi a partir do repouso que Paula encontrou inspiração para iniciar esse trabalho.
A exposição conta com fotografias de objetos domésticos que dialogavam com o momento de recuperação em que a artista se encontrava. São imagens de plantas, ovos, massinha de modelar, louças quebradas e talheres, entre outros. Paula explica que passou a perceber esses pequenos objetos que se conectavam a própria situação que vivia.
“Como precisei passar pelo processo de uma cirurgia, isso me levou a ficar bastante tempo em casa. Nesse período, comecei a observar nos objetos da casa situações que eram muito semelhantes ao momento que meu corpo estava vivendo: fragilidade, fratura, repouso e recomposição. Eu passei a entender esses objetos como correspondentes do meu próprio corpo e da transitoriedade de todas as coisas”, conta.

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