2014

A Noite (1988-2010) 265cm x 275cm - Pintura acrílica e resina sobre lona
01/11/2014

Exposição de DELSON UCHÔA na AM Galeria

“A Pele da Casa: pintura em que habito – Breve ensaio sobre a natureza”
De 01 de novembro a 24 de dezembro de 2014 na AM Galeria de Arte – Belo Horizonte/MG

Quando os conceitos de arte e vida se misturam, os resultados são grandes obras de arte, prontas para viajar por todo o mundo. É assim a vida de Delson Uchôa, suas telas e fotografias, que estarão expostas na AM Galeria a partir do dia 1° de
novembro. Trata-se da mostra “A Pele da Casa: pintura em que habito – breve ensaio sobre a natureza” – cujo longo título e subtítulo já dizem do que se trata: uma breve e simbólica passagem pela intensa produção de um dos maiores pintores da atualidade.
“A vivacidade do trabalho de Uchôa é surpreendente. Ele inaugura um novo momento para a pintura brasileira, de extrema complexidade e poesia, que se sobrepõem ao cotidiano do artista, arte e vida, entrelaçadas desde o suporte das pinturas até sua relação intima com a natureza que o cerca, com a paisagem brasileira. E isso é desafiador!”, afirma a diretora artística da AM Galeria e curadora da exposição, Emmanuelle Grossi.
Na mostra poderão ser vistas pinturas de grandes dimensões e expressividade, como “Adamastor Capibaribe”, “O Barulho da Festa” [homenagem a Volpi] e “Jardim Interno”, entre outras. E ainda uma apresentação fotográfica do mais recente e ambicioso projeto do artista, a série “Bicho da Seda”. O projeto é resultado de intervenções com centenas de sombrinhas chinesas coloridas em paisagens do sertão nordestino. Os resultados foram registrados pelas lentes do fotógrafo Celso Brandão e, além das fotografias e ações registradas em vídeo, algumas dessas sedas falsas das sobrinhas foram incorporadas às pinturas.
Autofagia
Para a diretora, a pergunta que sempre nos cerca é: o que é a arte genuinamente brasileira? “A obra de Delson Uchôa é uma dessas respostas”, comenta. Emmanuelle acredita que o artista questiona o tempo todo, instiga, embaralha, confunde e abre um mundo enorme de vivências e interpretações. As pinturas, muitas delas “autofágicas” como diz o artista [pinturas trabalhadas ao longo de décadas], falam de gigantes mitológicos, ventos solares, noites, rios e mares, do nordeste, de Lampião a Ulisses passando pelo Maracatú… seu trabalho e seu processo apresentam costuras, enxertos, peles, corpo. A obra é um corpo cuja pele [“tela”] é cultivada no chão da casa do artista [a chamada “tela cultivada” criada a partir da aplicação de camadas de resina plástica no piso de sua casa].
“Sua relação com a natureza é tão forte e natural que a maior parte das obras – quase sempre em grandes dimensões – são fotografadas no jardim, na mata, na praia, como se saídas de dentro do mar, algo de divino e maravilhoso”, afirma Emmanuelle Grossi.

Entrada Gratuita

Sobre o artista
Delson Uchôa é um dos maiores nomes da pintura da geração 80. Em 2009, participou da 53ª Bienal de Veneza com seu trabalho extenso de pesquisa de cores. O artista tem obras em coleções de museus em todo o mundo. O Instituto Inhotim, por exemplo, abriga as maiores obras de sua carreira, sendo todas elas, de grandes dimensões. Para 2015, ele prevê exposições na China, Alemanha e no Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR).
Vive e trabalha em Maceió, onde se formou em Medicina no ano de 1981 e, paralelamente, iniciou seus estudos em pintura na Fundação Pierre Chalita. Dentre diversas exposições no Brasil e exterior, destacam-se: XX Bienal de Curitiba (Curitiba, 2013); 12th Cairo Bienalle (Egito, 2010); 10a. Bienal de la Habana (Cuba, 2009); 53ª Biennale di Venezia – Pavilhão Brasileiro (Itália, 2009); Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (Brasil, 2003); XXIV Bienal de São Paulo (Brasil, 1998); entre outras.

Bicho Estranho
10/02/2014

Exposição de Eduardo Fonseca na AM

De 13 de fevereiro a 15 de março na AM Galeria de Arte – Belo Horizonte/MG.

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Arte e política: “Não é nada disso que você está pensando!”

Um apelo político, metafórico e bem-humorado. Isso é o que Eduardo Fonseca preparou para a sua primeira exposição individual em galeria no Brasil, que entra em cartaz no dia 13 de fevereiro, na AM Galeria de Arte, em Belo Horizonte. Intitulada “NÃO É NADA DISSO QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO!”, a mostra é composta por 14 obras, sendo uma delas dividida em dez pequenas pinturas, praticamente todas em óleo sobre tela.

As coloridas e marcantes obras da exposição buscam retratar a situação política atual, sob o ponto de vista de quem procura conhecer as peças do jogo.  Ao aproximar-se dos movimentos de rua e de seus integrantes, Fonseca lida com a crítica ao cenário político-social brasileiro com certa graça. “A meu ver não existe nenhum outro pintor mineiro dessa geração explicitando, de forma tão inteligente, essa inquietação geral com a cidade, com a situação política brasileira e com o mundo atual”, conta Emmanuelle Grossi, diretora artística da AM Galeria de Arte e curadora da exposição. Os quadros tratam de temas cotidianos, presentes em conversas, nas rodas sociais e na mídia, como as manifestações ocorridas no Brasil em 2013, a Copa do Mundo, a  espionagem internacional e a especulação imobiliária.

Sobre o artista
Eduardo Fonseca nasceu em 1984 em Ponte Nova, Minas Gerais. É formado pela Escola de Belas Artes da UFMG e mestre em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, Portugal. Durante o tempo em que viveu na Europa, participou de exposições coletivas e fez exposições individuais, sendo a última delas no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, que recebeu a mostra “ACORDA!”. Além de intervenções em ambientes diversos, entre os quais a sofisticada boutique Hermès Paris, na capital portuguesa. Também em terras lusas, Eduardo ganhou o prêmio do Com.Arte em 2012, em Cascais. No Brasil, o pintor participou de exposições no Centro Cultural UFMG-BH, no Museu Afro-Brasil, em São Paulo, e recentemente realizou uma grande intervenção no SESC Palladium em Belo Horizonte.

 

 

Leonora
10/01/2014

Leonora Weissmann abre seu ateliê

Entre as várias iniciativas interessantes do Verão Arte Contemporânea (VAC), está a possibilidade de uma interação maior entre público e artistas que se dispõem a abrir seus ateliês a visitantes. Na edição 2014 do festival, quem participa da ideia é Leonora Weissmann, que no dia 15 de fevereiro abre as portas de seu ateliê.

Novamente com a proposta de oferecer uma programação intensa e multidisciplinar, o Verão Arte Contemporânea (VAC) abre sua 8ª edição no dia 14 de janeiro, com um evento fechado para convidados no Centro Cultural Banco do Brasil. O projeto se estende até o dia 16 de fevereiro, com 57 atrações divididas nas mais diferentes áreas: teatro, cinema, artes visuais, gastronomia, literatura, fotografia e outras.

Sábado de 15h às 20h

LOCAL: Rua Paraíba 1061, Bairro Savassi
CLASSIFICAÇÃO: Livre
ENTRADA FRANCA

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